É possível aprender a ter boas idéias ou isso é uma questão genética, que nasce com a pessoa? Para o designer Marcelo Gonçalves Miguel, 37 anos, que dá aulas sobre processo criativo, tanto um quanto outro são verdadeiros, ou seja, a criatividade é um dom oferecido a todos, mas ela precisa ser praticada para ter efeito.
“A criatividade não é opcional para nós. Ela vem de fábrica. A diferença é que alguns praticam mais essa habilidade de imaginar e realizar soluções diferentes”, responde ele. Segundo Miguel, existe um ingrediente, que mistura hereditariedade (genética) com comportamento (cultura), que alimenta a prática criativa. É a curiosidade.
“É fácil observar como a curiosidade pode premiar os indivíduos, fornecendo conhecimentos que podem fazer diferença em nossa luta diária pela felicidade.” Para o designer, somos todos curiosos por natureza, como também somos preguiçosos por natureza. Segundo ele, a diferença é que alguns praticam mais um do que outros.
Diante disso, Miguel afirma que é possível aprender a ser mais criativo. A curiosidade pode ser estimulada por meio da experiência. “Podemos nos tornar mais curiosos do que somos naturalmente se cultivarmos hábitos que afiem esse instinto”, afirma. Entre esses hábitos estão, além da própria curiosidade, a memória, a sensibilidade artística, a imaginação e a abstração. Uma boa idéia é aquela que funciona na prática. Miguel cita como exemplo os motores bicombustíveis, que funcionam tanto com gasolina quanto com álcool. É uma novidade que se mostrou viável economicamente para os proprietários de carros e funciona perfeitamente bem, além de apresentar vantagens ecológicas por reduzir o consumo da gasolina, que é um derivado do petróleo.
O consultor de empresas Adriano Fabri também defende a tese de que o espírito empreendedor e criativo nasce com a pessoa, mas para apresentar resultados concretos ele deve ser praticado. Segundo ele, há vários exemplos que comprovam isso.
“A educação empreendedora é algo que é aplicado desde cedo nos países desenvolvidos (para as crianças). Os empreendedores, quando fracassam, revisam seus métodos e atitudes e, normalmente, no segundo empreendimento acabam por ter sucesso”, conta ele.
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Terminais de consulta
O administrador de empresas Rogério Adriano de Morais, 32 anos, estabeleceu um desafio para si próprio: desenvolver um computador. Esta foi a maneira que encontrou para ocupar o tempo ocioso quando não estava estudando.
Um belo dia, Morais estava em um restaurante “fast food” (comida rápida) aguardando atendimento quando notou a correria dos garçons para anotar pedidos e levá-los até a cozinha. Foi aí que Rogério decidiu criar um computador de mão (palm top) no qual os atendentes anotavam os pedidos e, pressionando uma tecla, mandava-os na mesma hora para a cozinha, sem ter de se deslocar para lá.
Quando o produto ficou pronto, ele foi distribuído em quatro restaurantes para testes. Enquanto o aparelho era testado na prática, Rogério assistiu a uma reportagem na TV falando do início da obrigatoriedade de terminais de consulta de preços em estabelecimentos comerciais, como supermercados, farmácias, livrarias e outros.
Ao ouvir que a Associação Paulista de Supermercados (Apas) estava com dificuldades para adquirir os equipamentos por falta de oferta no mercado, Rogério decidiu parar com o projeto do palm top e investir na criação de terminais de consulta a baixo custo.
Desde janeiro do ano passado, a empresa Ótium2 Tecnologia tem convênio com a Apas para o fornecimento desses equipamentos. Já foram produzidos mais de 1.000 e parte deles foi vendida para estabelecimentos de outros Estados, como Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Quanto ao computador de mão, Rogério, junto com o sócio Filogênio Vilas Bôas Neto, 40 anos, engenheiro eletricista, retomaram o projeto e o produto já está sendo comercializado. Os principais compradores têm sido os postos de combustíveis de Minas Gerais. O frentista soma o que o cliente pediu (combustível, óleo, aditivo, etc), envia a conta para o caixa e libera a bomba .
Contato pelo telefone: (14) 3281-9331. Site: www.otium2.com.br.
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Paixão por café
A história do Fran’s Café começou em 1972, quando Francisco, o Fran, decidiu aliar sua paixão pelo café à oportunidade de um bom negócio. A idéia era criar uma cafeteria onde homens e mulheres pudessem tomar um bom café em ambiente diferenciado, elegante e descontraído.
O ponto escolhido para tornar realidade essa idéia foi uma loja na quadra 7 da rua Batista de Carvalho, no Centro da cidade. A expansão do negócio foi uma questão de tempo. No dia 1 de agosto de 1980, aniversário de Bauru, era inaugurada a segunda loja. Desta vez, em um espaço no Terminal Rodoviário. Foi a primeira a funcionar 24 horas.
Oito anos mais tarde, o Fran’s Café instalou-se em um dos mais cobiçados cartões postais da Capital paulista: o Edifício Itália, na época o maior da cidade. A partir de 1992, a empresa passou a trabalhar no sistema de franchising. O crescimento da marca foi imediato.
Atualmente, existem lojas espalhadas por todas as regiões da Capital, além de franqueados na região do ABCD, Interior e litoral paulista, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba, Londrina, Brasília, Campos do Jordão, Goiânia, Manaus, Belém e São Luís. Além de café, as lojas oferecem sanduíches, happy hour, salgados, bebidas geladas, pratos quentes e doces.
Contato pelo telefone: (11) 4196-8680. Site: www.franscafe.com.br.
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Conversa telefônica em mp3
O técnico de telecomunicações Leonardo Gonçalves de Oliveira Xavier, 25 anos, chegou à conclusão de que as micros e pequenas empresas que precisam gravar as ligações telefônicas estavam carentes de aparelhos mais modernos e baratos. Os equipamentos antigos ainda usam fitas, uma tecnologia superada há bom tempo pelo advento do mp3.
Daí nasceu o gravador telefônico digital Voxsystel, um aparelho que grava as conversas telefônicas no formato mp3 e armazena o som em arquivos dentro do computador. Leonardo desenvolveu também o programa (software) que transforma a conversa em arquivos de áudio e os armazena no computador.
O programa registra todas as ligações, como dia, o tempo de duração e o número do telefone para o qual foi feita a chamada ou daquele de onde partiu a ligação. Tudo por um custo que pode ser dez vezes menor do que os aparelhos convencionais.
Cada equipamento é capaz de gravar até oito ligações simultaneamente. Se a demanda da empresa for maior, basta conectar dois ou mais aparelhos no computador que o número de linhas cresce para 16, 24, 32 e assim sucessivamente. Há também opção para consumidor residencial, com entrada para uma linha telefônica.
O projeto despertou o interesse de uma empresa de São Paulo que, a partir deste mês, passa a comercializar o produto. Até então, os principais mercados para o Voxsystel eram Estados como Pará e Paraná. Com a parceria, Bruno Milhosi de Souza, que firmou sociedade com Leonardo, acredita que os gravadores passarão a ser vendidos no Brasil todo.
Contato pelo telefone: (11) 3078-4221. Site: www.controller brasil.com.br.
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Tintas feitas em Bauru
O pintor Luiz Carlos Rubio de Oliveira, 61 anos, mais conhecido como Caio, aprendeu a profissão observando o pai. Com apenas 12 anos, ele já acompanhava a dança dos pincéis, roçando as paredes para cima e para baixo, e aos poucos foi pegando gosto pelo serviço.
Era um trabalho atrás do outro, até chegar ao ponto que ele não conseguia atender mais a demanda. Caio decidiu, então, montar uma equipe de pintores para poder dar conta dos pedidos que chegavam até ele. Nessas alturas, a compra de tinta era tão grande que ele teve a idéia de abrir a própria loja. Segundo ele, foi a maneira encontrada para baratear a despesa. Com isso, conseguia tinta direto do fabricante, a preço de custo.
Foi assim que nasceu a Copical (Comercial de Pinturas Caio Ltda), na quadra 10 da avenida Nações Unidas. O próximo passo, ou melhor, a próxima idéia foi produzir a própria tinta que consumia. Caio entrou em contato com uma fabricante de tintas francesa e começou a importar a marca Copical. Isso começou em 1999 e perdurou por um ano, até que a empresa decidiu fabricar em Bauru sua própria tinta.
Atualmente, a fábrica produz cerca de 150 mil litros de tinta por mês e parte da produção é exportada para a Bolívia. Além de duas lojas em Bauru, a Copical tem mais duas em Botucatu, duas em Marília, uma em Jaú, Assis, Avaré e Presidente Prudente.
As lojas do grupo trabalham com tintas nos segmentos imobiliário, automotivo, industrial, hospitalar, pinturas especiais e acessórios para pintura em geral.
Contatos pelos telefones: (14) 3102-3722 e 3235-4444. Site: www.copical.com.br.
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Montagens eletromecânicas
O empresário Fernando Silva Roa, 34 anos, começou sua vida profissional como aprendiz em uma empresa que produzia painéis elétricos para o setor industrial. De aprendiz, ele chegou ao cargo de chefe de produção. Foram 12 anos e meio adquirindo experiência. Depois disso, a empresa faliu.
Desempregado, Roa passou a atuar em outras áreas, mas percebeu que ele gostava mesmo era de trabalhar no setor elétrico. Foi nesse momento que ele teve a idéia de fazer uma pesquisa de mercado. Ele entrou em contato com os clientes da empresa que havia falido para saber o que eles mais valorizavam e sentiam falta naquele momento.
Foi então que descobriu que o respeito ao prazo de entrega e um produto de qualidade eram as duas coisas que os empresários do setor mais desejavam. A partir daí, ele decidiu abrir a Roatec - Indústria e Montagens Eletromecânicas.
O início das atividades foi em um pequeno barracão construído em um terreno da família, no Jardim Terra Branca. Fernando começou trabalhando sozinho. Ele fazia as visitas para os clientes, desenhava os projetos, executava a montagem e entregava o produto.
Não demorou muito para ele perceber que sozinho mais patinava do que progredia. Enquanto se preocupava em produzir, deixava de visitar outros clientes e aumentar o número de pedidos. Hoje, a empresa tem um departamento de engenharia com profissionais com vasta experiência no segmento elétrico.
A área de atuação da empresa contempla os mais diversos setores, como os de concessionárias de energia elétrica, empresas de saneamento, companhias de telecomunicação, indústrias dos setores petroquímicos, mineração, metalúrgico, papel e celulose, construtoras de obras prediais, supermercados, shopping centers, entre outros.
Contato pelo telefone (14) 3236-4499. Site: www.roatec.ind.br
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Recuperação de crédito
Há 29 anos, quando o advogado José Martins, 59 anos, fundou o Grupo Multicobra, não imaginava que sua idéia ganharia a proporção que tem hoje. Ele lembra que na época ficou muito apreensivo em iniciar negócio próprio e só criou coragem porque ainda era solteiro.
Antes de ter a idéia de criar a empresa, Martins trabalhou durante dez anos no ramo de administração de crédito e cobrança em grandes grupos, como a Abril e Sílvio Santos.
Em abril de 1980, ele decidiu arriscar. Com o conhecimento que tinha na área, Martins não deixou escapar a oportunidade de abrir uma empresa de recuperação de crédito. Ele iniciou o negócio em Araçatuba, mas logo veio para Bauru.
Firme à missão de “promover a excelência em recuperação de crédito, atender as expectativas de clientes e parceiros, mantendo a fidelidade dos mesmos”, a empresa cresceu e tem, atualmente, representação em Brasília, Cuiabá, Palmas, Goiânia, Curitiba, São Paulo, Campinas e outros grandes centros. Ao todo, são 13 filiais espalhadas pelo Brasil e cerca de 1.500 funcionários.
“Este é um negócio como outro qualquer. Se bem administrado, dá certo”, ensina José. Entenda-se por bem administrado saber planejar e conduzir a empresa. Segundo o advogado, somente a sorte não é suficiente para o sucesso do negócio.
Contato pelo telefone (14) 3235-9700. Site: www.multicobra.com.br.
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Academia em expansão
Quem passa em frente à Academia Marathon, no Centro da cidade, não imagina que tudo aquilo começou na garagem da casa do alterofilista Miguel Curi Mauad, 53 anos. Isso foi há 28 anos.
A idéia de montar uma academia surgiu depois que um amigo disse que a miniacademia estava melhor equipada do que muitas que existiam na cidade naquela época. Miguel se empolgou com o comentário e aceitou o desafio de expandir o negócio.
Ele alugou um prédio na rua Quinze de Novembro, levou o amigo para dar aulas e passou a montar os equipamentos que eram usados na academia, que no início recebeu o nome de Athenas.
Passados dois anos de atividade, a academia mudou de nome e endereço. Miguel comprou um terreno de 380 metros quadrados na quadra 15 da avenida Rodrigues Alves e instalou lá a Marathon. Aos poucos, foi comprando outros imóveis em volta até alcançar os 5 mil metros quadrados atuais.
Há sete anos, foi inaugurada a unidade da Vila Independência, com 1.200 metros quadrados. Juntas, as duas unidades contam com 100 funcionários e cerca de 2 mil alunos.
A fábrica de aparelhos de ginástica chegou a atender as duas unidades de Bauru, além de produzir aparelhos para academias de todo o Brasil. Hoje, ela está desativada.
Contato pelo telefone (14) 3223-1641. Site: www.marathon.com.br.
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Bebida de acerola
Tudo começou com o propósito de ocupar uma faixa de terra improdutiva. Inconformado com o “desperdício”, o produtor Américo dos Reis, 79 anos, teve a idéia de plantar acerola. Segundo ele, isso ocorreu no início dos anos 1980, quando a fama da acerola como uma das principais fontes de vitamina C começou a crescer no meio da população.
De início, Américo plantou cerca de 800 pés da fruta. A aceitação foi tão grande que hoje ele cultiva cerca de 5 mil pés. Passaram-se mais de 29 anos e a aceitação da fruta continua em alta.
O primeiro produto lançado por ele foi o licor de acerola, conhecido como Licorola. Depois vieram outros, como uma bebida produzida pela própria fermentação da fruta. É uma espécie de vinho, só que ao invés de se usar a uva na produção, utiliza-se a acerola.
A lista foi crescendo com os sucos de acerola misturados com laranja, pêssego, abacaxi com hortelã e uva. Todos feitos com a polpa da fruta, sem uso de agrotóxicos e acondicionados em copos plásticos de 290 ml.
A empresa já chegou a vender “caminhões fechados” com esses produtos para vários Estados do Brasil, mas ultimamente decidiu investir mais no mercado local e regional, sem se esquecer de atender também os pedidos que vêm de toda parte do País.
A partir de 2004, o negócio passou a ser administrado por Érico dos Reis, filho do idealizador da Licorola. Desde então, a empresa passou a se chamar Bebidas Reis.
Em breve, a empresa estará lançando mais uma novidade no mercado: é o bombom de licor. Preocupada em manter a qualidade de seus produtos, são realizadas análises constantes da água utilizada. Todos os produtos são pasteurizados e registrados no Ministério da Agricultura.
Contato pelos telefones (14) 3232-9818 e 3222-4959.
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Tubose saneamento básico
A Caetano Tubos completa 20 anos de atividade em 2008. Responsável por um tipo de produto e serviço que não aparece, ela está presente hoje em todo o território nacional executando obras de saneamento básico.
A idéia de abrir a empresa nasceu da cabeça do engenheiro civil Rogério Mendes Caetano, 44 anos. Depois de um ano de formado, ele notou que sua aptidão era mais para a área comercial. Quando ficou sabendo que uma empresa multinacional de tubos de ferro fundido procurava representante na região Centro-Oeste, ele se candidatou à vaga e foi escolhido.
Depois de dois anos de atuação, o engenheiro passou a comprar as tubulações da multinacional francesa Saint-Gobain e a revender o produto na região. Foi então que a Caetano Tubos começou a participar de licitações para fornecimento de material para saneamento.
Aos poucos, Caetano foi expandindo sua atuação, que passou para todo o Estado de São Paulo e depois para o Brasil. Em 2000, surgiu a CMR4 Engenharia e Comércio, que passou a executar o serviço, ou seja, além de fornecer o material necessário, Rogério montou uma equipe capaz de instalar a tubulação adquirida.
Atualmente, a empresa está com obras em andamento na Paraíba, junto à Companhia de Água e Esgoto daquele Estado. Além disso, a Caetano Tubos está gerenciando a execução de obras para a Companhia de Saneamento de Diadema.
Com uma área de aproximadamente 7 mil metros quadrados, a Caetano tem seu centro de distribuição instalado em Bauru, com escritório em São Paulo e representantes nas principais capitais brasileiras.
Contatos pelo telefone: (14) 4009-5100. Site: www.caetano.com.br.