08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Consultor: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

FUTURE

Bom público prestigiou a final do III JCNET Future de Tênis, no último domingo, disputado no BTC de Campo. O título ficou com o brasileiro Rafael Camilo ao derrotar na final o português Pedro Souza em 2 sets. Camilo, que sempre nos prestigiou quando por várias vezes participou dos torneios federados organizados pelo BTC, agora tem mais um motivo para se lembrar de nossa cidade com carinho, pois aqui ele ganhou o título mais importante da carreira (já havia chegado à final algumas vezes, mas sempre sendo derrotado). Após as chuvas terem adiado o início do torneio feminino ontem, o COC Future Tennis Cup começa hoje. Agora é a vez das mulheres mostrarem suas habilidades nas quadras. Os jogos vão até domingo próximo. Isadora Busch é a representante de Bauru no torneio feminino.

Amador

Terminou, no último domingo (com exceção da final da categoria até 12 anos entre os irmãos João e Vitor Fantin Amaral), no BTC de Campo, o 2º Torneio Amador Copa Celso Sacomandi. O torneio foi disputado simultaneamente ao JCNET Future, organizado e executado pela mesma firma Tennis Trip (mesma que organiza o torneio profissional) que tem a frente o competente Galvão Martiniano. Na categoria até 10 anos, Gustavo Hafiz (BTC) foi o campeão e Rafael Matozinho (BTC) o vice-campeão. Categoria 10 feminino: campeã, Ana Carolina P. F. Lima (BTC) vice-campeã Ana B. Passos (Pederneiras). Categoria 14 anos masculino: campeão Vitor José (Marília), vice-campeão Pedro H. dos Santos (Botucatu). Categoria 14 feminino: campeã Luciana Souza (Marília), vice-campeã Pámela Bueno de Paula (BTC). Duplas: campeões: Daniel Janson/Pedro H. M. Ramos, (BTC) vice-campeões Arthur x Martins/Henique Garla.

FÓRMULA MÁGICA 1

Será que existe uma fórmula mágica para se fazer um campeão, qualquer que seja a modalidade? Se sim, o sr. Francisco Camilo, pai do judoca Tiago Camilo (campeão do Pan-Rio 2007 e campeão mundial no mesmo ano e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008) e do tenista Rafael Camilo, campeão de simples do JCNET Future III encerrado no último domingo, assim como os pais dos russos Dinara e Marat Safin (ambos chegaram ao topo do ranking), Bob e Mike Bryan (melhores do mundo em duplas) ou das irmãs Williams (ambas já foram 1a do mundo), devem ter essa tal fórmula. Mas não é claro que isso não existe. Os filhos do sr. Francisco (Tiago e Rafael), assim como os outros citados, são pessoas de muito talento e dedicação e que deram certo.

FORMULA MÁGICA 2

Se a tal fórmula existisse (no caso do tênis), os Estados Unidos teriam pelo menos 20 tenistas entre os 50 primeiros do mundo. Claro, lá o número de praticantes é enorme, eles têm quadras públicas com ótimas infra-estruturas, torneios, tênis nas escolas (inclusive nas universidades), bons técnicos e o principal: muito dinheiro. E quais jogadores eles têm atualmente? Andy Roddick, James Blake no masculino e as irmãs Willians no feminino e mais alguns “meia-boca”. E vejam que a necessidade deles por campeões é enorme, pois o que importa para eles é fazer a roda girar “business” (negócios), ou seja: precisam de ídolos (campeões) que ocupem constantemente espaços na mídia e assim poder vender mais raquetes, roupas, bolsas, sapatos para tênis, patrocínios para torneios, ingressos, enfim, tudo que se relaciona ao tênis. Conclusão: não se fabrica um campeão. A coisa é mais de dentro para fora e menos de fora para dentro. Quando uma criança ou jovem de talento e muita dedicação (dentro para fora) e cabeça vencedora cai nas mãos de pessoas dedicadas, honestas e que conhecem o caminho para o sucesso (fora para dentro), pode ser bem sucedido (não é uma certeza). É preciso que haja uma combinação desses dois fatores.

ATUALIZANDO

Visando estar sempre atualizado, o professor de tênis da Luso, Helder Gouvêa, participou nos dias 3 e 4 de outubro, em Londrina, de um curso de gestão profissional promovido pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT). O curso foi ministrado pelo francês Laurent Philippe, da empresa francesa Trans-Faire (responsável pela capacitação de professores franceses, desde 1993).

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Dica

Muitos jogadores esperam por uma bola muito curta para só aí decidirem ir à rede. Nenhum problema com isso, mas há outras maneiras de ir à rede: Após bater uma bola na paralela, alta e bem funda (sem muita força) é uma dessas maneiras. Por quê? 1- O adversário terá que afastar para trás da linha do fundo para fazer o golpe e ainda tentar uma bola com ângulo, o que é difícil pela distância da rede que ele estará. 2- Como a bola que você mandou é lenta, ela demorará mais para tocar ao solo, e com isso você terá mais tempo de chegar à rede. 3- Por não ser uma bola muito usada para ir a rede existe o fator surpresa, o adversário não estará esperando sua vinda à rede. 4- Mas lembre-se, não chegue muito próximo da rede, pois ele pode retornar um “lob” (bola por cima).

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Curiosidade

Segundo a revista Forbes, a tenista russa Maria Sharapova (mesmo estando por boa parte do ano longe das competições) foi a tenista que mais faturou em 2009, US$ 22,5 milhões. Os rendimentos da russa foram superiores aos do espanhol Rafael Nadal (US$ 20 milhões), perdendo apenas para Roger Federer (US$ 36 milhões). Esses valores não se limitam apenas a prêmios em torneios, mas também aos patrocínios e publicidades. Dos US$ 22,5 milhões ganhos por Sharapova, US$ 22 milhões foram ganhos em publicidade e apenas US$ 500 mil em torneios. Por isso que as mais “bonitas” fazem questão de sair em capas de revistas, muitas vezes em poses sensuais. No início, precisam ganhar alguma coisa (jogos) para ficarem conhecidas, depois é só arrecadar.