08 de julho de 2026
Internacional

Coréia do Norte lança cinco mísseis


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Pyongyang - A Coréia do Norte disparou ontem cinco mísseis de curto alcance na sua costa leste e proibiu a navegação na região entre os dias 10 e 20 de outubro, disse ontem uma fonte governamental à agência sul-coreana de notícias Yonhap.

Na Irlanda do Norte, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o lançamento de mísseis não afeta os esforços dos Estados Unidos pela desnuclearização do regime comunista. “Nossos objetivos continuam os mesmos. Nós pretendemos trabalhar por uma península coreana livre de armas nucleares”, afirmou Hillary, acrescentando que tanto os EUA quanto seus aliados tentam demonstrar a Pyongyang que não aceitarão a continuidade do programa nuclear norte-coreano.

A Coréia do Norte testou dois mísseis na manhã de ontem ao sul de Musudan-ri, na Província de Hamgyong, e outros três na tarde de ontem (horário local) de bases de lançamento móveis. A medida surpreende depois do discurso do ditador norte-coreano, Kim Jong-il, na semana passada, pela retomada do diálogo bilateral e multilateral pela desnuclearização de Pyongyang. Kim chegou a vincular qualquer progresso aos resultados de uma reunião direta com os EUA.

A Yonhap disse ainda que os mísseis são do estilo terra-terra KN-02, com um alcance de até 120 km. As autoridades norte-coreanas e sul-coreanas ainda não se manifestaram formalmente e não há informação se os lançamentos fazem parte de exercícios militares de rotina.

Estes lançamentos são os primeiros em três meses, desde que o país lançou sete mísseis balísticos em julho passado e ocorrem apesar da aproximação recente da Coréia do Norte com os EUA e a vizinha Coréia do Sul. Os novos mísseis coincidem com o relato da imprensa local de que os Estados Unidos planejam enviar seu porta-aviões USS George Washington ao porto de Busan, na vizinha Coréia do Sul, hoje.

O regime comunista tem centenas de mísseis de curto alcance, com a habilidade de atingir a Capital sul-coreana, Seul, e outros centros urbanos em seus arredores, onde moram cerca de 25 milhões de pessoas.

A Coréia do Norte é proibida, por resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), de lançar mísseis balísticos, mas não há acordos internacionais que proíbem o regime de testar mísseis de curto alcance.

A resolução não impediu o regime de realizar diversos testes de lançamento de mísseis balísticos nos últimos meses e um teste nuclear, em 25 de maio passado.

Reflexos

Alguns analistas dizem que as provocações fazem parte da estratégia norte-coreana de fortalecer sua posição momentos antes de entrar nas negociações com os países. No início da semana passada, Kim Jong-il afirmou que Pyongyang estava disposta a voltar à mesa de negociações de seis lados - Estados Unidos, China, Coréia do Sul, Japão e Rússia. Kim condicionou, contudo, o diálogo a reuniões prévias por “diálogo direto” com os EUA.

As conversas de seis partes foram interrompidas há cerca de um ano, quando Pyongyang disse que boicotaria as sessões até que Washington encerasse as “atitudes hostis”. Iniciadas em 2003, as conversas têm como objetivo obter do regime norte-coreano a renúncia de suas ambições atômicas em troca de uma ajuda no campo energético.

A informação do lançamento chega também apenas horas depois que a Coréia do Sul propôs de uma reunião de trabalho para tentar prevenir enchentes no sul provocadas por represas norte-coreanas, segundo fontes do Ministério da Unificação sul-coreano citadas pela Yonhap.