Hoje, 15 de outubro, quando comemora-se o Dia do Professor, as entidades representativas dos profissionais de educação de Bauru farão um protesto, às 15h, na Praça Rui Barbosa, no Centro. As manifestações acontecerão também por todo o Estado de São Paulo como forma de luta conjunta pelo reajuste salarial e para contestação da política educacional estadual.
Vera Lúcia Durand da Silva, diretora regional do Centro do Professorado Paulista (CPP) em Bauru, em entrevista recente ao JC, demostrou a insatisfação da categoria. “Vamos usar o Dia do Professor, quando ele deveria ser homenageado, para demonstrar nossa insatisfação e nosso luto pelo nosso dia e pelo que estão fazendo com nossa carreira”, disse.
Os profissionais da área reivindicam 27,5% de reajuste salarial para ativos e aposentados, extensão e incorporação de gratificações, cumprimento da data-base (1 de março) e protestam contra o Projeto de Lei Complementar 29/2009, que está na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, que propõe mudanças no plano de carreira do magistério.
O movimento estadual, denominado Semana de Luta e Luto pela Educação, é organizado pelos Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo (Afuse), Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo (Apampesp), Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo (Apase), Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério do Estado de São Paulo (Udemo), Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e CPP.
Um dos motivos recentes de insatisfação dos professores bauruenses com a política educacional estadual foi a distribuição de um bônus no último mês de março. A gratificação foi distribuída entre professores e demais funcionários da rede estadual de ensino que cumpriram ao menos parcialmente as metas de desempenho definidas pela Secretaria de Estado da Educação. No entanto, segundo a diretora da Apeoesp em Bauru, Suzi da Silva, foram poucos os professores beneficiados com valores relevantes.
Segundo ela, nem metade dos quase 3 mil professores, diretores e funcionários que trabalham nas escolas estaduais de Bauru foi incluída na lista do benefício. A Secretaria Estadual de Educação informou, na época, que a bonificação, aplicada pela primeira vez pelo órgão, é proporcional à evolução de cada escola e isso justificaria os valores recebidos ou não pelos profissionais bauruenses.
Suzi acredita que o sistema de bonificação não é eficaz e cria um clima ruim nas escolas. “É importante lembrar disso neste dia dos professores. O que a gente tem que ter é reajuste salarial para todos, profissionais da ativa e aposentados. Bônus, as pessoas podem receber ou não e os critérios do governo não são claros. Só cria um clima de competitividade e animosidade entre as pessoas”, diz.