04 de abril de 2026
Regional

MST: Cutrale cita prejuízo de R$ 1 mi

Da Redação
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A empresa Cutrale informou ontem que os prejuízos com as destruições na fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Borebi, Iaras e Lençóis Paulista, após invasão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), totalizam R$ 1,2 milhão. Cerca de 250 famílias invadiram o local no último dia 28 e deixaram a área no dia 7, após negociação com a Polícia Militar (PM).

De acordo com Carlos Otero, representante da Cutrale, o valor inclui a destruição de equipamentos, tratores, defensivos agrícolas e parte do pomar de laranjas da empresa. “A Cutrale possui o valor preliminar dos prejuízos decorrentes da injusta invasão sofrida. Os prejuízos foram grandes, ultrapassando R$ 1,2 milhão’’, disse.

Inquérito

O delegado de Borebi, Jader Biazon, abriu inquérito para apurar os responsáveis pelo vandalismo na fazenda e deve indiciar os envolvidos por formação de quadrilha, esbulho possessório, furto e dano. Otero disse que a propriedade possui um milhão de pés de laranja. Os sem-terra admitem ter destruído 3 mil pés, mas negam atos de vandalismo no local.

A Cutrale conseguiu na Justiça liminar de reintegração de posse da fazenda, mas os sem-terra resistiam em sair, alegando que a área é pública, e não particular, e que os pés de laranja foram derrubados para dar espaço a plantações de feijão e milho.

O MST havia dito que só deixaria o local após um posicionamento da Justiça Federal, e que a decisão de reintegração de posse era de um juiz local. Após negociação com a PM, eles decidiram deixar o local no último dia 7.

O grupo culpa supostos membros infiltrados no movimento pela depredação da fazenda. “Nós lamentamos muito quando acontecem desvios de conduta em ocupações, que não representam a linha do movimento. Em geral, eles têm acontecido por causa da infiltração dos inimigos da reforma agrária, seja dos latifundiários ou da polícia. O que aconteceu desde a saída das famílias e a entrada da imprensa na fazenda deve ser investigado’’, afirma o movimento em nota.