Modernizar e construir novo prédio para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), implementar comitês de combate a crimes e melhorar o policiamento na área do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4). Esses são alguns dos projetos que o novo comandante da unidade, o coronel Pedro Batista Lamoso, adiantou ao Jornal da Cidade. O coronel, que retorna a Bauru depois de quase três anos, ainda falou sobre a possibilidade da instalação de uma escola de formação de novos soldados na cidade.
Ele ocupa o posto deixado pelo coronel José Guerra Júnior, que foi transferido para São Paulo, em promoção. Lamoso deixou a chefia do CPI-3, sediado em Ribeirão Preto, para assumir o comando de Bauru. Em seu lugar foi nomeado o coronel Francisco Lozzi da Costa.
A Secretaria de Segurança Pública deve contratar um total de 10 mil pessoas para trabalhar em todo o Estado. Eles ainda passarão por um período de estudos e formação e só devem ser efetivados em 2011. Porém, como a quantidade de novos soldados é muito grande, existe a possibilidade de abertura de escolas para a capacitação desse efetivo pelo Interior. E o CPI-4 pode ser uma das unidades formadoras. “Nós já temos salas de aulas e pleiteamos com o comando para que seja oferecido a formação por aqui”, destaca o coronel.
Para ele, outro benefício de manter uma escola descentralizada da Capital é a oportunidade de selecionar jovens que conhecem a rotina das cidades. “Poderemos ter pessoas que vão permanecer na região. Serão policiais que já conhecem as cidades. Além disso, nós também teremos esse contato com suas famílias”, diz.
O coronel avalia que o principal desafio hoje nas unidades é a falta de efetivo. “O Estado deve contratar um total de 10 mil policiais. Mas eles terminam a formação somente em 2011. Até lá, devemos atuar com criatividade para continuar com um bom policiamento”, afirma.
Segundo Lamoso, ainda não há um número definido de quantos desses policiais serão enviados a Bauru. “Primeiro serão preenchidas as vagas já abertas e para atender a nova atribuição de escolta de presos. Então, o efetivo deverá crescer conforme a necessidade”, explica.
A possibilidade da vinda de um novo batalhão da PM para atender exclusivamente o policiamento de Bauru também foi avaliada por Lamoso. “Há estudos sobre a viabilidade de criação de novas unidades para Bauru com aumento real de capacidade operacional para a cidade”, afirma.
Sobre a volta para a região - em 2007 ele comandou o 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI), com sede em Bauru -, Lamoso destaca a experiência adquirida comandando outros CPIs que será aplicada na unidade. “Foi muito importante, como administrador, conhecer outros locais. Atuei durante quase um ano na região leste da Capital e em seguida o CPI de Ribeirão Preto, o maior em número de efetivos do Interior”, explica.
Um dos primeiros projetos de Lamoso é a construção de uma nova sede para o Copom, que atende o telefone de emergência 190. O objetivo é modernizar o atendimento com digitalização de equipamentos, troca de torres de transmissão e aquisição de softwares. “A meta é que a ligação seja atendida no primeiro toque. Em Ribeirão Preto conseguimos atingir esse objetivo e mantivemos o atendimento em 70 mil ligações por mês”, destaca o coronel.
Mesmo com números maiores em alguns crimes, Lamoso destaca que a cidade mantém indicadores positivos. “Bauru está melhor que muitas cidades do mesmo porte.”
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‘Tolerância zero’
Um dos projetos que o coronel Pedro Batista Lamoso, novo comandante do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) pretende instaurar na área da unidade, que compreende Bauru e outras 88 cidades, é o de comitês contra os crimes. A idéia veio de São Paulo, onde comandava a unidade responsável pela zona leste.
No local havia uma alta incidência de roubos a agências bancárias. Para minimizar a ação criminosa, o coronel convocou gerentes e responsáveis pela segurança dos bancos e estabeleceram uma parceria de troca de informações. “Com o objetivo de aprimorar o policiamento e também adoção de medidas preventivas”, observa. O grupo se reunia com freqüência e o resultado foi a redução dos índices de criminalidade.
Ao assumir o CPI-3, com sede em Ribeirão Preto, Lamoso aplicou a experiência positiva em outras áreas. Além de bancos, montou comitês para reduzir roubos em agências lotéricas, com empresas de transportes para diminuir furtos e roubos de cargas e com comerciantes, para coibir o comércio de produtos pirateados. Para a área do CPI-4, ele anuncia que pretende instaurar comitês com agências bancárias e com proprietários rurais, para evitar roubo de gado. Além disso, pretende manter um comitê para coibir o crime organizado.