Aguardadas há 15 anos, as obras na avenida Nações Unidas Norte finalmente sairão do papel. A partir de segunda-feira, a Construtora Brasileira e Mineradora Limitada (CBEMI), vencedora da concorrência pública realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), começa a realizar a limpeza dos primeiros 500 metros de pista.
A ação consiste em retirar a camada orgânica da área e descartá-la em local apropriado. Em seguida, seguem-se as etapas de drenagem e terraplenagem do trecho, partindo do ponto de ligação com a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), conhecida como Bauru-Marília. “É uma obra complexa, que tem de ser feita aos poucos, de acordo com ordens de serviço. Mas chegará um momento em que várias etapas serão realizadas simultaneamente. Quando terminarmos a terraplenagem, daqui a seis meses, já estaremos trabalhando na pavimentação há dois meses”, exemplifica o engenheiro civil Silas Silva Junior, da CBEMI.
De acordo com ele, o projeto definitivo só deve ficar pronto dentro dos próximos três meses, mas o traçado da pista já foi totalmente delimitado. Ele explica que o projeto completo irá abranger todos os detalhes da construção da avenida, inclusive os materiais mais adequados para serem instalados nos trechos que possuem características topográficas específicas.
“Se um determinado ponto demanda maior captação de água, a tubulação precisará ter diâmetro e bueiros maiores, e isso ainda não está incluído no projeto provisório. Mas isso é rápido para avaliar”, comenta o engenheiro civil Rodrigo Lutz, gerente de obras da CBEMI.
A obra deverá ser executada no prazo máximo de até 23 de julho, mas a expectativa, se as chuvas não atrapalharem o andamento dos trabalhos, é que ela seja concluída com pelo menos um mês de antecedência. Com sede administrativa em Curitiba (PR), a CBEMI será a empresa responsável pela construção do prolongamento da avenida Nações Unidas, no trecho Norte, interligando a baixada do Silvino até a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), conhecida como Bauru-Marília.
Parque
A execução das obras tem 3,5 quilômetros de extensão. Serão quatro pistas, duas em cada sentido duplicadas, e estarão integradas a marginais. Também terá uma área reservada no meio do traçado para a posterior instalação do Parque do Castelo, cuja área destinada no projeto equivale a 15 vezes às dimensões do Parque Vitória Régia, com lago.
Além da pista expressa em duas faixas de cada lado, a avenida Nações Norte terá pista secundária para que o tráfego não interfira no melhor aproveitamento do parque, na parte central do projeto. “Aquele lugar será um dos mais bonitos da cidade. Só esperamos que a prefeitura não demore muito tempo para providenciar a construção do parque. Se ficar abandonado, a céu aberto, poderá haver problemas de erosão e reduzir a vida útil do material que iremos instalar”, frisa Lutz.
Segundo Silva Junior, os serviços de drenagem serão os que demandarão mais tempo e trabalho para ficarem prontos, já que a região que o prolongamento da avenida abrange é uma área de fundo de vale. “Também poderemos enfrentar dificuldades com a terraplenagem que, em dias de chuva, simplesmente não tem como ser realizada. Mas essas intercorrências já estão previstas no cronograma”, completa.
Com investimento estadual de R$ 47 milhões, as obras deverão empregar, em seu ápice, cerca de 150 funcionários diretos e outros 100 indiretamente. Além da construção das pistas, a CBEMI será responsável pela instalação de guias, sarjetas, sinalização de trânsito e toda a estrutura de acabamento do trecho. As obras de paisagismo e iluminação pública devem ficar a cargo da prefeitura, assim como a aquisição do equivalente a 19 hectares de mata como compensação ambiental e pagamento das desapropriações necessárias.
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Ciclovia
Além de pistas expressas para trânsito rápido de veículos e marginais que facilitam o acesso aos bairros que serão beneficiados com as obras de prolongamento da na avenida Nações Unidas, a obra contemplará ainda uma ciclovia, que acompanhará toda a extensão do trecho. Assim como as pistas, ela começará na baixada do Silvino e seguirá até a rotatória de acesso à rodovia Bauru-Marília, mas passará por dentro da área destinada à instalação do Parque do Castelo, que ainda não tem data para ficar pronto