09 de julho de 2026
Geral

CEF e bancários em greve há 26 dias terão audiência na quarta

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Para tentar chegar a um acordo para encerrar a greve dos bancários da Caixa Econômica Federal (CEF), que hoje chega a seu 26º dia, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) agendou uma audiência de conciliação e instrução para quarta-feira, às 9h. A decisão foi tomada após a diretoria do banco ingressar com uma ação junto ao órgão, na última quinta-feira, solicitando liminar para “declaração de abusividade da greve”.

O pedido foi negado na sexta-feira pelo TST, que marcou a audiência para semana. Nos processos de dissídio coletivo, a primeira etapa é a tentativa de conciliação, quando as partes sentam-se à mesa de negociação junto com o ministro instrutor e tentam firmar um acordo. Não havendo entendimento, ou caso as partes rejeitem eventual proposta formulada pelo tribunal, o processo será encaminhado a um relator sorteado, a quem caberá examiná-lo e levá-lo a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.

Mesmo com a possibilidade de resolver o impasse com a mediação do tribunal, o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Marcos Lenharo, afirma que a categoria ainda espera um posicionamento do banco para que uma nova rodada de negociações seja agendada antes da audiência. “O que está acontecendo é uma covardia para com os trabalhadores, é de uma irresponsabilidade inconcebível. Estamos inconformados, mas aguardamos que a Caixa reabra o diálogo para que esta situação possa ser resolvida”, comenta.

A proposta apresentada pela Caixa prevê Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que varia de R$ 4 mil a R$ 10 mil, dependendo do cargo e função do empregado. Cada funcionário receberia a PLR por essa regra ou pela regra proposta pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de 5% a 15% do lucro líquido, distribuído aos trabalhadores da categoria em geral. A oferta de reajuste de 6%, já rejeitada anteriormente pela categoria, foi mantida pelo banco.

Segundo Lenharo, a categoria acredita que 25% da PLR deveriam ser distribuídos linearmente a todos os funcionários, o que contemplaria melhor os trabalhadores com menores salários. Além disso, os bancários esperam uma proposta de reajuste que ao menos se equipare à oferta aceita pelos funcionários do Banco do Brasil.

“A Caixa e o Banco do Brasil são empresas públicas que pertencem ao mesmo segmento e que tem o mesmo patrão (governo federal). Não é possível que haja essa discriminação, com oferta rebaixada de reajuste salarial”, observa Lenharo. Ainda hoje os bancários de Bauru se reúnem novamente em assembléia, às 17h, na sede do sindicato, para avaliar os rumos do movimento.