Qualquer advogado minimamente medíocre sabe que o curso de graduação não é suficiente para uma advocacia de qualidade, qualquer, menos o próximo ministro do Supremo, Carlos Dias Toffoli. Sem qualificações ou cursos, sem pós graduações, experiência limitada e, o que é pior, reprovado que foi em dois concursos para a magistratura, ele é apenas “advogado”.
De fato, um ministro do STF deveria ser, no mínimo, um excepcional jurista, e não um bom advogado criminalista, cujas ações estiveram relacionadas a crimes eleitorais ou de desvio de conduta de políticos do PT. Sua nomeação foi uma das atitudes mais ousadas do petismo contra a república, vez que maculou, severamente, a secular instituição jurídica de maior poder e relevância para o Estado democrático de direito.
Que senado referendou Toffoli? O mesmo que salva corruptos de seus crimes, que acoberta todas as mazelas do governo e enterra CPIs que investigariam os esquemas bilionários de desvio de dinheiro público? Seria o mesmo que se transformou num anexo do Planalto, com dezenas de senadores bandoleiros cooptados por benesses e cargos e que edita atos secretos para esconder sua administração corrupta? Que condição moral tem esse Senado para autorizar um mero advogado a ser ministro do Excelso Pretório, se nem mesmo condições para ser juiz ele teve?
Toffoli disse que se “pós-graduou com suas funções”, mas este é um argumento preguiçoso e pedestre, típico de quem nunca quis estudar. Se o nobre causídico sequer se deu ao trabalho de aprimorar sua advocacia, como e com que critérios técnicos ou conhecimento jurídico ele pretende julgar decisões de juízes e desembargadores altamente capacitados? Enfim, este é o maior legado da era Lula: a mediocridade vencendo a razão.
Ivan Garcia Goffi - advogado