10 de julho de 2026
Nacional

Duas federais desistem do Enem, que deixa de ser obrigatório na UFF

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O adiamento do Enem para 5 e 6 de dezembro fez quatro universidades federais mudarem seus processos seletivos. As federais de Goiás e do Triângulo Mineiro desistiram de usar o exame, a de Viçosa (MG) cogita fazer o mesmo e a Fluminense (RJ) deixou de exigi-lo.

As decisões foram tomadas na semana passada. Em todos os casos, a principal dificuldade está na data-limite em que o Ministério da Educação prometeu divulgar as notas do exame - 5 de fevereiro. Segundo as universidades, a data afetará o cronograma e o início do ano letivo, previsto para março.

Na UFG, o desempenho no Enem valeria até 40% da nota da primeira fase. Na UFTM, comporia metade da nota da prova de conhecimentos gerais. Agora, nos dois casos, a nota do candidato será apenas a dos próprios vestibulares. Já a UFF decidiu considerar o Enem apenas como bônus na nota final e para preenchimento das vagas que sobrarem.

Anteriormente, a nota na federal fluminense seria usada como primeira fase do vestibular. O exame deixará de ser obrigatório; quem não o fizer também poderá participar do processo seletivo - as inscrições reabrem em 27 de outubro e vão até 5 de novembro.

Na UFV, o Enem não será usado se a nota não chegar até 22 de janeiro, em razão da “incerteza em relação ao novo cronograma” da prova. Isso porque o edital da universidade estabelece que o resultado do vestibular deve sair até 31 do mesmo mês. “Em decorrência desse calendário, poderão ser aproveitadas apenas as notas obtidas no vestibular da UFV”, segundo a instituição.

Se o resultado chegar até a data estipulada, equivalerá a 50% da nota do vestibular. Das 55 federais no País, 43 usarão de algum modo o Enem.

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Não é preciso gabaritar na USP para ter 6% em bônus

São Paulo - O aluno de escola pública não precisará acertar todas as questões da primeira fase da Fuvest para obter os 6% do bônus criado para substituir o uso do Enem. Com 80% de acertos já será possível conseguir o acréscimo máximo à nota.

A fórmula foi definida na quinta-feira, em reunião do Conselho de Graduação da USP, e prevê bônus progressivos de 1,8% a 6%.

A regra beneficia até mesmo quem for mal na prova: o candidato da rede pública que acertar só 22 das 90 questões (ou 24%) da 1.ª fase leva 1,8% a mais.

A intenção da USP foi compensar a ausência do Enem no vestibular. Sem o exame, seria mais complicado o aluno de escola pública ser aprovado - no ano passado, 30% dos aprovados eram da rede pública.

Isso porque, embora tenha decidido manter o bônus de até 6%, a USP definiu que ele seria calculado com base em uma prova bem mais difícil que o Enem - a 1.ª fase da Fuvest. Segundo a USP, quem acerta 100% do Enem, em geral, não tem o mesmo êxito na Fuvest.

É justamente essa distorção que a fórmula corrige. Ela dá ao candidato a mesma chance de obter os 6% do Enem.

Segundo o cursinho Etapa, a medida deve ajudar a melhorar a nota, principalmente nas carreiras mais disputadas.

Pelas novas regras, fica mais fácil obter o bônus mínimo do que antes.