Brasília - O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), decidiu arquivar a investigação contra o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) por ter desfilado pelos corredores da Casa trajando uma sunga vermelha por cima do terno. Tuma disse ontem que, como a imagem não foi exibida pelo programa “Pânico na TV”, da Rede TV!, o “possível desgaste” para a imagem dos políticos e do Congresso foi minimizado. E por isso não haveria necessidade de investigação.
Tuma havia determinado na sexta-feira a abertura de uma investigação preliminar para apurar o episódio e avaliar se houve quebra de decoro parlamentar por Suplicy.
Segundo o corregedor, no mesmo dia o senador petista o procurou para lhe informar que a imagem não seria exibida pelo programa humorístico. Tuma afirmou que vai preparar um relatório sobre o caso - contendo as reportagens de sites, jornais e revistas - e encaminhar à Mesa Diretora apenas para um registro do fato, sem penalidades a Suplicy.
O “Pânico” desistiu de transmitir anteontem a imagem de Suplicy trajado com a sunga vermelha depois que o petista fez um apelo à direção do programa para não colocar a cena no ar. Em carta, Suplicy afirma que teve o pedido atendido pelos diretores do “Pânico”, uma vez que sua intenção não foi manchar a imagem do Legislativo.
O petista chegou a se reunir com os diretores do “Pânico” para pedir que a imagem não fosse exibida. Suplicy explica que, antes de vestir a sunga a pedido da apresentadora Sabrina Sato, questionou cerca de 30 pessoas que acompanhavam a gravação do programa nas dependências do Senado se deveria usar a sunga por cima do terno, mas nenhuma considerou o gesto ofensivo - por isso acatou o pedido.
No programa que foi ao ar neste domingo, a apresentadora Sabrina Sato foi ao Congresso e perguntou a deputados e senadores com qual super-herói eles se identificavam. Suplicy foi mostrado, mas não apareceu de sunga, apenas falou sobre seu projeto de renda mínima.
Após a exibição da reportagem, no estúdio, os integrantes do humorístico usavam sungas vermelhas - inclusive Sabrina. O apresentador Emílio Surita disse então que o programa respeitava a vontade dos entrevistados, sem se referir diretamente ao episódio envolvendo o senador.