Um bebê de apenas 5 meses com diagnóstico de gripe A (H1N1), a gripe suína, morreu ontem em Bauru, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde, através da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). O caso já estava incluído nas estatísticas divulgadas anteriormente pelo órgão, conforme resultados enviados pelo Instituto Adolfo Lutz. O nome e o sexo da vítima não foram informados.
O JC tentou entrar em contato por telefone com o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, para obter mais informações sobre as circunstâncias em que a morte da criança ocorreu, mas ele não foi encontrado. A diretora do Departamento de Saúde Coletiva de Bauru, Heloísa Lombardi, que está em período de férias, também não pôde fornecer dados adicionais. O seu substituto não foi localizado quando a reportagem o procurou, após as 18h.
Com a morte da criança, Bauru passa a registrar oito óbitos desde o início da epidemia mundial da doença, em maio, e mantém o número total de 181 casos confirmados da gripe, sendo 117 por exame laboratorial e 64 por critério epidemiológico. Até ontem, 13 doentes estavam internadas na cidade, sendo duas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Outras 13 pessoas aguardavam resultados de exames.
De acordo com boletim divulgado anteontem pelo Ministério da Saúde, 1.368 pessoas morreram pela gripe A no País entre 25 de abril e 10 de outubro deste ano. As grávidas, que integram o grupo de risco para desenvolver a doença, representam 10% do total de mortes (135). Cerca de 30% das confirmações de casos graves ficaram concentradas nas duas primeiras semanas de agosto.
Apesar dos últimos balanços do Ministério da Saúde apontarem redução no ritmo de contaminação pela gripe suína e em Bauru ter havido queda na incidência de casos graves, como o próprio secretário municipal de Saúde já havia informado em outras ocasiões, a doença ainda exige todos os cuidados de limpeza e higiene pessoal inicialmente recomendados para evitar a proliferação do vírus.
“Hoje a doença já está bem mais controlada. Caiu bastante o número de pessoas com síndrome gripal e quando alguém chega à maternidade com suspeita, é investigado e tratado”, afirmou o médico Sérgio Antonio Henrique, em entrevista recente ao JC. Segundo ele, a população deve continuar lavando e utilizando o álcool em gel para higienizar as mãos com freqüência e evitar o contato físico com pessoas gripadas, entre outros cuidados para evitar a doença.
Em Bauru, a última morte em decorrência da gripe suína havia sido registrada no dia 14 de setembro, quando uma mulher cardíaca de 26 anos, que estava grávida, faleceu. O bebê, um menino que estava na 34.ª semana de gestação, foi salvo através de parto cesariano de emergência, quando o quadro de saúde da mãe havia se tornado gravíssimo.