Após mais de um mês de investigações, a Polícia Civil de Bauru desmontou um esquema de venda de crack no Núcleo Geisel. Três mulheres participavam do preparo e venda do entorpecente, comercializado em um bar próximo à Escola Estadual Francisco Alves Brizola. Ao todo foram flagrados porções de crack que renderiam 2 mil porções. Quando os policiais chegaram na residência, flagram uma das mulheres preparando a droga para a venda.
De acordo com o delegado Milton Bassoto Júnior, titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), há mais de 30 dias o local é monitorado pelos policiais, após apuração de informações pelo departamento de inteligência da unidade. Nesse período, a equipe de investigação descobriu que a droga era preparada em uma residência na quadra 1 da rua José dos Santos Godoy e comercializada em um bar na mesma quadra e que, de acordo com a polícia, não tinha alvará de funcionamento.
Com base nas investigações, foi solicitado à Justiça mandado de busca e apreensão para os dois locais. “Os investigadores viram que a droga era vendida no bar e quando precisava, uma delas descia até a casa e pegava mais”, explica Bassoto. Quando a equipe da Dise chegou ao endereço ainda flagrou movimentação no bar.
O delegado conta que ao chegar no estabelecimento, estavam Neuza de Oliveira, 49 anos, e Elisabete Aparecida de Medi, 31 anos. No local, foi localizado duas porções de crack na cadeira onde Medi tinha se sentado. Também foram apreendidos R$ 250,00 em dinheiro. Ao averiguarem a casa, os policiais flagraram Adriana Dias Martiniano, 38 anos, sentada em uma mesa, raspando uma pedra de crack.
Raspadinho
De acordo com a Dise, no chão, estava dezenas de sacolas plásticas cortadas e restos de aparas das trouxinhas já prontas. Em cima da mesa, estava oito porções de cocaína que somaram 1 grama, um prato raso grande com cerca de 130 gramas de crack raspado, que renderiam 600 porções, uma pedra grande de aproximadamente 200 gramas e outras 13 pedras que somaram cerca de 300 gramas, além de outras 609 trouxinhas prontas para a venda. Ao todo, a droga apreendida renderia cerca de 2 mil porções.
Em um dos cômodos da casa, os policiais encontraram uma balança de precisão e R$ 300,00 em dinheiro, escondidos dentro de um ursinho de pelúcia. Um carro e três celulares que estavam na residência também foram apreendidos. “As três mulheres concorriam para o tráfico de drogas”, afirma Bassoto. Ele também destaca que a Dise já tinha detido Martiniano e Oliveira por tráfico.
De acordo com o delegado Kleber Granja, que também participou das operações, as três mulheres se conheciam da Cadeia pública de Pirajuí, onde estavam presas por envolvimento com entorpecentes. O trio foi preso por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com o agravante do comércio ser feito próximo à unidade escolar. De acordo com Granja, esse fator pode aumentar em metade a pena prevista.