08 de julho de 2026
Nacional

Mortos em confrontos no Rio já são 33

Folhapress
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Rio - A assessoria da Polícia Militar recuou e, no início da noite, informou que quatro suspeitos morreram durante operações policiais em favelas do Rio ontem. Mais cedo, o órgão havia confirmado um total de cinco mortes. Com isso, o número de pessoas mortas devido aos confrontos entre traficantes e a polícia chega a 33, sendo três PMs e três moradores. Entre os mortos está um homem apontado como chefe do tráfico de drogas do morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no centro, conhecido como “Leozinho”. Outros seis suspeitos foram presos.

De acordo com a PM, dois homens apontados como traficantes de drogas morreram na favela Santo Amaro, no Catete, zona sul do Rio; um outro suspeito morreu no morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no centro; e mais um suposto criminoso morreu na favela Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Outras duas pessoas ficaram feridas.

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu anteontem na BR-070, em Primavera do Leste (220 km de Cuiabá), um carregamento de armas que tinha o Rio de Janeiro como provável destino. As armas - cinco fuzis calibre 7.62, duas carabinas M1, 1.850 munições e 32 carregadores - estavam escondidas em um teto falso preso à lataria de uma caminhonete.

Os confrontos na zona norte do Rio começaram na madrugada de sábado. Em disputa pelos pontos de venda de drogas, traficantes do morro São João - controlado pelo Comando Vermelho - e aliados invadiram o morro dos Macacos, controlado pela Amigos dos Amigos (ADA).

Um dos principais procurados pela PM é o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33 anos, que atua no complexo de favelas do Alemão (zona norte).

O Disque-Denúncia chegou a oferecer R$ 2 mil para quem desse informações sobre seu paradeiro. Segundo a PM, ele chefia o tráfico de drogas da favela Vila Cruzeiro (zona norte).

A polícia procura ainda Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que pode estar envolvido com a invasão. Ele fugiu recentemente da prisão, ao conseguir a progressão do regime fechado para o aberto.