08 de julho de 2026
Articulistas

Thomas Malthus e o MST

Ciro Moss d’Avino
| Tempo de leitura: 2 min

A invasão da Fazenda do Grupo Cutrale, em Borebi, pelo MST coloca em evidencia a questão fundiária no país. Salta aos olhos a desinformação que alija a sociedade de um debate franco e aberto onde o interesse da nação seja avaliado sem o bafejo das ideologias. De um lado um seguimento desarticulado e estarrecido que se vê, vez por outra, confrontado com a sofreguidão estúpida e inconseqüente de fazer um mártir a qualquer custo, mas que é responsável por expressiva parcela do volume de divisas que ingressam no país em virtude das exportações. Esse setor eficiente, mas amedrontado produz e exporta 80% do suco de laranja do mundo; 40% do café mundial; 40% do açúcar consumido no planeta; além de produzir 500 mil barris/dia de etanol. Sem contar com a produção de carne e grãos.

Do outro lado, a defender o sistema coletivista e jurássico, o movimento fantasma que se intitula MST, apoiado pela facção bolchevista da Igreja Católica, a Pastoral da Terra e um ou outro instituto que muito entende de marxismo e pouco ou nada de agricultura. Tudo sob as vistas grossas e as mãos pródigas do governo.

Todos emprestando apoio a um grupo de baderneiros que nada querem com o trabalho, pois é sabido que quem trabalha não tem tempo para servir de bucha de canhão para movimento guerrilheiro. “O guerrilheiro é antes de tudo um revolucionário agrário”, é dessa forma que a cartilha “Guerra de guerrilha”, do comunista Che Guevara define o incauto que serve de massa de manobra dessa tática marxista.

Hoje, ante o sucesso do agro negócio e o fracasso do agro favelismo é imperioso que o brasileiro saiba que 72 milhões de hectares estão a serviço da produção de riqueza para a nação; e outros tantos 80 milhões de hectares que foram destinados à reforma agrária pouco ou nada produzem, ao contrário, são um sorvedouro de recursos públicos que é dinheiro proveniente dos tributos arrecadados a todos.

O fracasso sobeja no coletivismo agrário. O chamado “grande salto para a frente” da revolução chinesa foi um verdadeiro fracasso no campo e a desestruturação da agricultura durante a revolução maoísta matou de fome milhões de chineses. Tal fato se deu idêntico na Rússia stalinista e se repetiu do mesmo modo em Cuba.

A pergunta que não deve calar, inclusive aos deputados que sorrateiramente retiraram as assinaturas da CPI do MST é essa: qual desses blocos gera riqueza, paga tributos, emprega, exporta, agrega tecnologia; e qual deles vive de bolsa esmola, cesta básica, verbas governamentais, repasses para ONGs fajutas e está fadado a sucumbir sob a lei de Malthus? E tudo isso com o nosso dinheiro. Passou o tempo de dar nome aos bois que arrastam o carro.

O autor, Ciro Moss d’Avino , é conselheiro do PróMonarquia