Rio de Janeiro - Maria Petrúcia Ribeiro da Silva, de 68 anos, passageira do voo 8079 da TAM que fazia a rota Nova York-Rio morreu ontem após desembarcar no aeroporto Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, zona norte da cidade.
Segundo a TAM, a passageira começou a se sentir mal quando o avião se aproximava da cidade, e o comandante da aeronave acionou o pessoal de terra da companhia para providenciar socorro, o que foi feito às 5h05.
A TAM informou que quando o avião pousou, às 5h28, o atendimento de emergência não estava no finger (tubo que conecta o avião ao terminal de passageiros), e a passageira desembarcou acompanhada de um funcionário da TAM para ser levada até o ambulatório do aeroporto. Porém, ainda no finger, a passageira desmaiou.
A companhia aérea acionou novamente o serviço médico da Infraero (estatal que administra os aeroportos), que chegou ao local às 5h53 e levou a passageira em uma ambulância. A companhia aérea não informou a causa da morte nem o nome da passageira e a sua nacionalidade.
A delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro está investigando as circunstâncias da morte da aposentada.Em entrevista às TVs Globo e Record, uma das filhas da passageira, Sandra Willians, disse que cartões de crédito e US$ 8 mil sacados pela mãe antes da viagem desapareceram.
Segundo Sandra, a bolsinha que estava presa à cintura de Petrúcia foi rasgada e ficaram apenas US$ 10, a carteira de identidade e os dois passaportes da aposentada, que tinha dupla nacionalidade. A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança informou que funcionários da companhia aérea registraram a morte da passageira, mas que nem a empresa nem a família de Petrúcia fez qualquer registro sobre o desaparecimento do dinheiro. A polícia investiga também se houve demora no atendimento a Petrúcia.
"Ela estava com US$ 8 mil dentro de uma sacolinha que ela cortou e costurou. Eles rasgaram, tiraram a carteira de motorista dela, todos os cartões de crédito... Só tem mesmo o passaporte brasileiro, o passaporte americano e as besteirinhas que ela trazia dentro da bolsa. Tinha uma carteirinha com US$ 10”, disse Sandra à TV Globo.
Técnicos do Instituto Médico Legal (IML) fizeram autópsia no corpo de Petrúcia, mas ainda não há informações sobre a causa da morte. Sandra Willians disse que, ao embarcar em Nova York, a mãe estava bem e não se queixava de nenhuma dor ou incômodo. A passageira alternava temporadas no Rio e em Nova York e planejava ficar no Brasil até fevereiro de 2010.