09 de julho de 2026
Internacional

Uruguai: Frente Ampla segue na frente

Folhapress
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Montevidéu - Críticas de um lado; silêncio de outro. Foi assim o dia seguinte à eleição dos dois candidatos que disputarão o segundo turno da corrida presidencial no Uruguai, segundo o resultado da votação de ontem.

José Mujica, da governista Frente Ampla (esquerda), que obteve 47,49% dos votos, espinafrou as declarações pós-resultado de seu adversário, Luis Alberto Lacalle, do Partido Nacional (centro-direita), que teve 28,53% dos votos.

Tupamaro, que julga descabido “num país republicano, sugerir que uma eleição em que o povo define os destinos da nação possa ter o dedo de Deus”. Mujica disse que a afirmação de Lacalle expressa um retrocesso e comparou-a com o pensamento do ditador espanhol Francisco Franco (1936-1975).

Congresso

A nova composição do Congresso uruguaio permanece indefinida, após as eleições do último domingo, com tendência de a esquerdista Frente Ampla, do presidente Tabaré Vázquez e do candidato José Mujica, manter a maioria nas duas Casas legislativas.

A maioria depende da contagem final dos chamados “votos observados”. São votos dados por fiscais dos partidos e mesários que, impedidos pelo trabalho de se deslocarem até suas zonas eleitorais, depositaram o voto em outras seções. A validação desses votos depende da ratificação da Corte Eleitoral. Há cerca de 32 mil “votos observados” a serem ainda analisados e computados.

Plebiscitos

Paralelamente às eleições presidencial e legislativa, o Uruguai realizou dois plebiscitos no último domingo

O plebiscito que propunha a anulação da lei de anistia de 1987 a militares que cometeram crimes durante a ditadura (1973-1985) foi rejeitado por 52,64% do eleitorado.

A proposta de autorizar o voto por correspondência do eleitor uruguaio residente no exterior teve o rechaço de 63% dos votantes.