Eurípides Sales, presidente da Câmara Municipal de São Paulo, convocou uma reunião de presidentes de Câmaras das capitais em todo o País. E hospedou-os num luxuoso hotel da rua Augusta.
O presidente da Câmara de uma longínqua capital, emocionado com o fulgor da noite paulista, conquistou na boate uma linda senhora e levou-a ao apartamento. Lá descobriu que se tratava de um guapo e flamejante senhor. Expulsou-o, indignado, aos empurrões. O delicado mancebo esbarrou aos tombos na porta em frente, encostada, e entrou, já sem peruca, no apartamento de um santo sacerdote, que gritou apenas:
- Santo Deus, “vá de reto, Satanás”.
Fim da história: a Câmara de São Paulo pagou 18 mil cruzeiros pelo equívoco.
Do livro Folclore Político de Sebastião Nery