10 de julho de 2026
Nacional

Juro para pessoa física em setembro foi menor desde Real

Folhapress
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Brasília - A taxa de juros de empréstimos para pessoas físicas alcançou em setembro o menor nível da série histórica do Banco Central, iniciada em 1994. Segundo nota divulgada ontem pela autoridade monetária, os juros médios para este tipo de financiamento ficaram em 43,6% ao ano em setembro. No mês anterior, a taxa era de 44,1% a.a. e em setembro de 2008 chegava a 53,1% a.a.

A taxa geral de juros caiu pelo décimo mês seguido, de 35,4% ao ano em agosto para 35,3% a.a. em setembro. É o menor nível desde dezembro de 2007, quando era de 33,8%.

Os juros de empréstimos para pessoas jurídicas também caíram, passando de 26,4% ao ano para 26,3% a.a., a melhor taxa desde abril do ano passado.

O “spread” bancário - diferença entre o que os bancos pagam para captar o dinheiro e os juros cobrados de seus clientes- também registrou queda. Caiu de 26,3 pontos percentuais em agosto para 26 p.p. no mês passado. É a menor taxa desde julho do ano passado.

O “spread’’ para pessoas físicas foi de 33,4 p.p., contra 34,3 p.p. em agosto. Para empresas, ficou em 17,7 p.p., melhor desde setembro do ano passado.

Após a queda de 6,3 pontos percentuais registrada em agosto, os juros do cheque especial voltaram a subir em setembro, fechando o mês em 162,7% ao ano, de acordo com o relatório de crédito divulgado ontem pelo Banco Central.

Em agosto, a taxa ficou em 161% ao ano, o menor índice desde junho de 2008. Naquele mês, antes da crise financeira, era de 159,1% ao ano.

A modalidade de financiamento continua tendo uma das maiores taxas do mercado. Os juros do crédito pessoal também subiram, passando de 44,3% ao ano em agosto para 44,7% em setembro.

Os juros para financiamento de veículos passaram de 26,2% a.a. em agosto para 24,9% em setembro.

A inadimplência no pagamento dos empréstimos caiu em setembro para 5,8%, contra 5,9% de agosto. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, foi a primeira queda registrada desde setembro de 2008, período em que começou o agravamento da crise econômica. Em setembro do ano passado, o índice estava em 4%.

Para pessoas físicas, a taxa caiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 8,4% para 8,2%. Em relação aos empréstimos feitos para empresas, a inadimplência subiu pela décima vez seguida, passando de 3,9% para 4% em setembro. Em setembro do ano passado, estava em 1,6%.

São considerados inadimplentes os empréstimos com atraso superior a 90 dias. Isso significa que o indicador ainda reflete os efeitos da crise internacional de crédito, que provocou alta dos juros e redução dos empréstimos.