11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Toyota amplia atuação e investimentos na cidade

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Em mais um passo com o propósito de se tornar uma das quatro maiores montadoras do Brasil, a Toyota inaugurou ontem as novas instalações da concessionária Mori Motor’s em Bauru. Localizada na quadra 13 da avenida Dr. Nuno de Assis, a sede dispõe de cinco mil metros de área construída e gerou mais nove postos de trabalho na cidade, além dos que já oferecia no antigo prédio, inaugurado em 2006.

O vice-presidente sênior da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade Junior, que esteve presente à cerimônia de lançamento da nova revendedora, explicou que a empresa vem ampliando sua participação no mercado automotivo a cada ano, o que demandou um espaço mais amplo para atender os clientes na cidade.

Segundo Andrade Junior, o crescimento da marca em Bauru, onde foram vendidos 256 veículos apenas nos nove primeiros meses deste ano, está em consonância com a estratégia de ampliação da participação da empresa no mercado interno. “Esta região é importante em termos de mercado nacional. Temos 40% da distribuição Toyota situada no Estado de São Paulo e o Interior, que no passado não era tão forte, hoje está recebendo as nossas maiores atenções”, comenta.

A montadora já anunciou que tem planos ambiciosos para o Brasil e quer estar entre as quatro principais montadoras - posições hoje ocupadas por Fiat, Volkswagen, GM e Ford, nesta ordem. O crescimento no Brasil é importante para a Toyota ampliar sua participação no mercado mundial, já que o País se tornou um dos mais importantes para o setor automotivo.

“Nossos principais mercados ainda são Estados Unidos, Europa e Ásia, mas estamos atentos principalmente aos países emergentes do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) como destinatários de futuros investimentos da marca”, revela o vice-presidente. Ele salienta que, graças ao aquecimento do setor proporcionado pela redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), a expectativa é encerrar o ano de 2009 com 3 milhões de unidades vendidas no País.

Planos

E mesmo que o próximo ano não conte com subsídios federais e resulte em desaceleração do ritmo das vendas, a Toyota promete continuar investindo e já divulgou planos para médio e longo prazos. Até 2011, a montadora pretende inaugurar sua nova fábrica na cidade de Sorocaba, distante menos de 50 quilômetros da unidade principal, em Indaiatuba, e próxima de vários fornecedores na região do Interior paulista.

No local, a idéia é começar a produzir um novo veículo, compacto e mais competitivo no mercado brasileiro. Atualmente, no Mercosul, a Toyota produz o sedã Corolla e a perua Fielder, em Indaiatuba, e a picape Hilux e a SW4, em Zárate (Argentina). No entanto, sua oferta de produtos ainda é considerada muito pequena para atender a demanda existente e competir com as líderes de mercado.

Para o lançamento do novo carro, a empresa já começou a consultar fornecedores para a produção de componentes que irão equipá-lo e a realizar, inclusive, reuniões com a matriz no Japão. “Os veículos compactos representam 70% do mercado brasileiro. Mas nosso objetivo é produzir veículos não necessariamente com motor 1.0 e que disponham de toda a alta tecnologia que a Toyota sempre utilizou”, comenta Andrade Junior, sem dar maiores detalhes.

Dentro desta estratégia de crescimento, o gerente geral de vendas da Toyota do Brasil, Longino Moraski, explica que o Interior do Estado desempenha papel fundamental para a marca. “Nos últimos anos, abrimos novas concessionárias em municípios como Marília, Araçatuba, Limeira e melhoramos as instalações em outras tantas localidades, como é o caso de Bauru. A cidade faz parte da preparação da nossa rede de expansão”, frisa.

Para o presidente do Banco Toyota, Luiz Montenegro, o crescimento da participação da empresa no mercado local e brasileiro está intimamente relacionado ao aumento da competitividade de seus produtos com os modelos das marcas concorrentes. “Para tanto, nosso objetivo é permitir que o público adquira um produto de melhor qualidade com juros reduzidos e prazos de pagamento adequados à capacidade de consumo do brasileiro”, observa.