08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Caras-Pintadas: Utopia?


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Sobre os caras-pintadas, em resposta a Paulo Valentim (JC de terça-feira - página 2), peço desculpas, mas como não os vê?  Somos todos nós, “palhaços” na assepção cômica da palavra. As escolas, hoje em dia, todas... do Estado de São Paulo, do Rio, da Bahia, de todos os governos - PSDB, PT, DEM, PMDB -, não preparam seus alunos para que sejam “patriotas”. Pensarmos hoje em “Caras-pintadas” não chega a ser algo utópico, mas algo sem civismo, onde as pessoas ouvem um “líder” falar a aceitam, devoram as idéias pregadas sem que as digerirem, simplesmente engolem tudo aquilo que lhe é oferecido.

Nasci em 1992, quando estourou este movimento estudantil que queria a derrubada do então presidente Fernando Collor de Melo, que hoje quer que “dirija e engula” as palavras ditas contra sua pessoa. Na época, ouvia “Fora Collor! Fora Collor!”, nas ruas, na periferia. Em Bauru ouvi-mos “Fora Sarney! Fora Sarney” na avenida Getúlio Vargas. No meu ponto de vista, não chega a ser a avenida mais “popular” da cidade. Me refiro a popular de “povão, gueto, gente pobre”, se assim for mais fácil e chocante para enterdermos a verdadeira razão de expressarmos nossas idéias.

Somos brasileiros e usamos camisas, bandeiras, cantamos o Hino Nacional, quando sabemos, na Copa do Mundo, Olímpiadas e só, creio eu! Estrangeiros, quando perguntandos sobre  o que conhecem do nosso País, respondem: “Ronaldinho” ou “samba”, enquanto nós fazemos com que só isso seja divulgado, porque nós mesmos, brasileiros, esquecemos de “amar e respeitar”  este nosso solo. Esperar termos “caras-pintadas”, como disse, não é algo utópico, basta despertamos em todos nós, “brasileiros e brasileiras”, um sentimentos de amor à Pátria e não ao futebol ou ao samba, tão somente. Mas a todos os meios culturais de nosso País.

Wesley Machado - 17 anos