08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Gisele Hilário
| Tempo de leitura: 5 min

Decepção! 1

Aposentado do tênis profissional desde 2006, o tenista americano Andre Agassi diz em livro de autobiografia de nome “Open” (Aberto) ter consumido a droga “cristal meth” (metanfetamina) por pelo menos um ano (começou em 1997). Agassi diz também que nesse mesmo ano foi flagrado em antidoping e para se safar mentiu para a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), órgão que dirige o tênis profissional, dizendo ter consumido a droga através de um refrigerante dado por seu assessor e este havia colocado a tal droga nesse refrigerante sem que ele soubesse. A ATP simplesmente desconsiderou o exame e deu sumiço nas provas.

Decepção! 2

Os erros: 1-Usar droga. 2-Enganar a ATP. 3-Revelar agora coisas que deveriam estar enterradas, decepcionando os fãs de todo o mundo. O que levou Agassi a revelar tais coisas agora? Sendo um dos maiores ídolos do esporte americano de todos os tempos, será que quis polemizar, cuspindo no prato que comeu, pondo em dúvida toda a reputação do esporte que lhe deu tudo na vida, apenas para vender um pouco mais do livro? Histórias como essas nos faz pensar cada vez mais que as regras não são iguais para todos. Um caso estranho aconteceu com o próprio Agassi no US Open de 2005, quando devido às chuvas que caíram durante vários dias, atrasando o cronograma do torneio, fez com que alguns jogadores tivessem que jogar em dias seguidos ao invés de intercalados, como normalmente acontece em Grand Slams. Agassi, mesmo já com 35 anos (o mais velho do torneio), jogou e venceu por três dias seguidos jogos que só foram decididos no 5º set, com os adversários terminando o jogo “caindo aos pedaços” e Agassi inteiro. Por quê será? Ótimo preparo físico? Ou alguma droga? Acabou perdendo na final para Roger Federer por 3 sets a 1.

Decepção! 3

E se fosse um jogador sem expressão, como seria o tratamento? Vários argentinos já foram duramente punidos por doping e em alguns casos provaram inocência, mas já era tarde. O maior jogador da Argentina de todos os tempos, Guillermo Villas, também foi alvo dos cartolas do tênis (90% americanos), só que não por doping. Em alguns torneios cobrava um “cachê” por fora do prêmio e uma vez o flagraram e o suspenderam por dois anos. Vale ressaltar que essa história de se cobrar por fora era proibida, mas era praticada por 100% dos tops tenistas e hoje isso continua, mas agora foi legalizada. O caso mais recente de jogadores beneficiados pela ATP envolve o francês Richard Gasquet. Flagrado com cocaína (em antidoping), alegou que adquiriu a droga através de beijos em uma mulher que havia consumido a droga e o absolveram. Agora, após as declarações de Agassi, é possível que voltem atrás e o punam duramente (como “bode expiatório”) com o intuito de mostrar que são imparciais e sérios. Até lá, o que se conclui é que a regra do antidoping não é igual para todos, depende muito da importância que esse “jogador desleal”, assim como seu país de origem, tenha para o tênis mundial.

CAMPEÃO

Thomaz Bellucci, o número 1 do Brasil, conquistou, no último domingo, o título da etapa brasileira da Copa Petrobras de Tênis 2009, torneio Challenger (US$ 75 mil em prêmios) disputado na Sociedade Harmonia de Tênis, na capital paulista. Com uma bela apresentação e apoio do grande público, que lotou a quadra central do elitizado clube, Bellucci se vingou da derrota sofrida no mês passado, pela Copa Davis, em Porto Alegre, e derrotou na final o equatoriano Nicolas Lapentti em dois sets. A conquista levou o brasileiro a sua melhor classificação no ranking mundial, até o momento: 37ª.

SE DANDO BEM

O bauruense Nicanor Amaro Jr. continua se dando bem em terras italianas. Há poucos dias participou de um Simpósio Internacional em Milão, organizado pela “PTR”, Profissional Tennis Registry (maior organização global de professores e técnicos de tênis). Lá o bauruense teve o prazer de conhecer pessoalmente o principal palestrante, Adriano Panatta (ex-tenista italiano, campeão de Roland Garros em 1976 e único tenista a vencer o sueco Bjorn Borg no Grand Slam francês). Nicanor continua radicado em Milão, onde é professor de tênis na Academia Vavassori.

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Dica

O saque aberto no lado do 40 iguais, ou, se você for canhoto, no lado da vantagem, na maioria das vezes, é de difícil devolução. Há dias que você consegue esse saque ou saca fora (na lateral) ou muito no meio, facilitando a devolução. Nesses dias, tente melhorar seu posicionamento e o lançamento da bola. Posicione o corpo de lado para a quadra de maneira que seu pé da frente (esquerdo para destros) fique apontado para o poste da rede (à sua direita). Então lance a bola na direção desse mesmo poste. Toque a raquete na bola de uma maneira como se a bola fosse um rosto (de frente para você) e você vai bater com a raquete (de raspão) na orelha esquerda desse rosto. Ao tocá-la continue o movimento de raquete até o final (ao lado de sua perna esquerda) e deixe o corpo entrar naturalmente para dentro da quadra. Esse movimento circular do corpo e raquete vai direcionar a bola para perto da linha lateral (saque aberto).

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CURIOSIDADE

O tenista gaúcho Guilherme Clezar conseguiu uma façanha na semana passada. Com apenas 16 anos chegou à final do torneio Future disputado em Porto Alegre. Esse resultado fez de Clezar o brasileiro mais jovem da história a chegar a uma final de um torneio profissional que conte pontos para o ranking mundial. O recorde mundial (segundo o Guiness Book) do tenista mais jovem a fazer pontos no ranking mundial continua com o brasileiro Marcelo Saliola, que fez seu primeiro ponto quando tinha apenas 14 anos.