Estando eu em Jaú há algumas semanas por conta de dar uma assistência a minha sogra, tive a grata surpresa de ler no jornal local um artigo do escritor bauruense Luciano Pires. Em seu artigo, ele fala como também se surpreendeu, com uma viagem que fez ao Estado do Paraná, em uma cidade chamada Entre Rios, distante umas 3 horas de Curitiba. Fiquei bastante impressionada com seus relatos sobre a comunidade para a qual ele fora convidado a dar uma palestra. Disse que se sentiu fora do Brasil, tal era a diferença na organização da Cooperativa Agrícola existente nesse local. A começar por estradas planejadas e bem cuidadas para escoar com mais facilidade tudo que é produzido por seus agricultores que por sinal, moram em casas de estilo europeu cercada de lindos gramados e possuindo todo o conforto e modernidade das grandes cidades. Enfim, espero que seu artigo tenha saído no JC de Bauru também, pois recomendaria que o lessem, pois é bem interessante. Ele finaliza dizendo que o que viu lá em termos de cooperação mútua para o bem estar geral é tudo que o País precisa para resolver pelo menos um pouco de suas mazelas, e diz ainda, que existem vários Entre Rios neste País, mas a TV não mostra porque não dá audiência!
No começo do artigo ele diz que essa cooperativa foi fundada em 1951 por imigrantes alemães, austríacos e iugoslavos. Pronto! Tá explicado o fato de ele ver tudo funcionando com perfeição! Não adianta negar! Brasileiro “nato” ou com muita “mistura”, deve vir com defeito de “nascença”, pois parece não conseguir manter esse tipo de padrão em relação a cooperativismo, pois nos falta respeito mútuo, se precisar, e pudermos, “passamos a perna” no outro sem o menor pudor! 80% da população (pra não dizer 90%) é cada um por si e Deus para todos. Na verdade, estou brincando um pouco com o assunto, mas acredito que seriam necessários alguns séculos para o país chegar a essa estrutura harmoniosa, pura e simplesmente porque esse povo padece de cultura e tradição. Nos países europeus, qualquer agricultor tem suas tradições culturais e as passam de pai para filho. E aqui? Qual tradição se passa em família? É ruim hem? Acho que isso aqui para melhorar tinha que cair uma bomba e acabar com tudo! Ou melhor, acabar apenas com os humanos, pois a parte que nos cabe no planeta terra é lindíssima, tanto em fauna como em flora. Quero nascer em algum século futuro e “aqui de novo” pra ver como vai ser. Em tempo, já escrevi outras vezes para a Tribuna e já disse que tenho o hábito de ler o JC todos os dias pela manhã ao acordar. Estou sentindo mais falta do JC de que do meu marido, pois o jornalzinho daqui é bem “chinfrim”, o que me admira, pois Jaú é uma cidade grande. Mas valeu ter saído esse artigo do sr. Luciano Pires. Vamos sonhar! Sonhar vale a pena!
Magali Martiniak Teixeira