Na tarde de ontem, o interventor da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), Fábio Tadeu Teixeira, e o promotor das fundações do Ministério Público (MP), José Carlos Carneiro de Oliveira, realizaram a primeira reunião de trabalho para definir os rumos da AHB. “Foi uma reunião para acertar as ações que serão tomadas em conjunto. Foi um encontro de trabalho”, explica Teixeira. De acordo com Carneiro, o interventor apresentará um plano de ação nos próximos dias. “Esse plano de atuação será elaborado, detalhado e entregue ao Ministério Público, que o anexará no processo”, observa o promotor.
Carneiro destaca que com a nomeação de um interventor, a administração da AHB ganha em transparência. “Ele prestará contas ao Ministério Público, Secretaria Municipal de Saúde e Câmara Municipal. Provavelmente, será nomeada uma comissão para acompanhar o trabalho do interventor”, destaca.
De acordo com o promotor, com o afastamento da diretoria e a concentração dos poderes de decisão no interventor, Teixeira poderá trabalhar mais facilmente. “Ele terá um ambiente mais favorável para implementar as medidas que planeja”, observa Carneiro.
O interventor adianta que continuará trabalhando para manter o atendimento adequado à população. “Precisamos trabalhar para resgatar a credibilidade da associação, que é uma instituição filantrópica e desenvolve um trabalho social muito importante”, observa.
Teixeira destaca que o primeiro dia após ser nomeado interventor foi de adaptação. “Foi um dia ainda conturbado. Mas conseguimos manter a assistência aos usuários”, conta. “Já entre os funcionários foi um dia de expectativa de mudanças, de novas orientações”, afirma. Ele adiantou que pretende contratar novos funcionários, para compor o quadro administrativo da entidade. “Deveremos fazer recrutamento interno e externo para as contratações”, diz. Teixeira também informou que quatro pessoas da diretoria envolvidas nas investigações serão demitidas em breve.
OSS
Entre os principais objetivos de Teixeira está a transformação da AHB em uma Organização Social de Saúde (OSS), conforme o Jornal da Cidade adiantou em reportagem publicada em junho do ano passado. Em Bauru, esse formato de gestão é adotado pelo Hospital Estadual (HE), que é administrado pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).
“A idéia é reestruturar a entidade para adequar às organizações sociais”, destaca o interventor. Teixeira informou que as ações na AHB seguirão para atingir essa meta. “O mais difícil é buscar dinheiro para investir na estrutura física, o parque tecnológico das unidades”, diz.