Pederneiras - O Ministério Público Federal (MPF) em Bauru irá investigar a denúncia de suposto crime ambiental no assentamento Aimorés, em Pederneiras (27 quilômetros de Bauru), onde assentados foram autorizados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a cortar e vender eucaliptos. Na edição do “O Estado de S.Paulo” de ontem mostrou que 409 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Federação de Trabalhadores na Agricultura Familiar e do Movimento Terra Nossa sobrevivem da venda da madeira e construíram fornos para fazer carvão dos restos da floresta.
A procuradoria quer saber se o corte dos eucaliptos e a produção de carvão têm licença dos órgãos ambientais. O Incra informou que as famílias do assentamento Aimorés têm autorização para fazer o corte da madeira até o limite de um alqueire por lote, reinvestindo o dinheiro da venda.
Fiscais do Incra fazem o controle da saída da madeira e do emprego do dinheiro. No entanto, segundo o órgão, cabe aos assentados providenciar o licenciamento ambiental das atividades desenvolvidas no lote. Este é o segundo assentamento do Incra em área de reflorestamento na mira da procuradoria. O MST foi à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e denunciou anteontem o que considera um “processo de repressão e criminalização da luta dos trabalhadores rurais”.