Com os termômetros já no alto, antes mesmo da chegada oficial do verão, a proximidade com a estação mais quente do ano força os que estavam com “sombra e água fresca” a gastar o solado e acelera os passos de quem já mantinha atividade física, na obrigação de melhorar ou manter a silhueta.
Alongamentos musculares, calçado e vestimentas ideais (incluindo elegantes ou despojados chapéus), bem como ritmo compatível a atual condição física a fim de evitar riscos, principalmente para sedentários em fase de “transição”, são precauções insistentemente recomendadas por médicos e preparadores físicos, para que a busca pela melhor forma não se transforme em grave problema de saúde. Entretanto, outro fator muitas vezes despercebido pode, literalmente, esquentar muito a cabeça de quem não estiver atento a ele.
Com temperaturas superiores a 35ºC na sombra - como registraram, anteontem, os termômetros do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) do câmpus local da Universidade Estadual Paulista (Unesp) -, a primavera bauruense não dá refresco para quem se dispõe a praticar atividade física, independentemente ao horário. Ontem, a temperatura máxima foi de 34,1 graus, resgistrada às 18h30.
Mesmo os adeptos das caminhadas ainda em meio ao ar fresco matinal necessitam de proteção contra os efeitos dos raios solares, seja com protetores, chapéus ou bonés. A receita não é apenas de médicos, mas dos próprios praticantes, como a dentista aposentada Leila Liz Amadei Pegoraro.
Aos 54 anos, ela é exemplo de que não importa a distância percorrida para evitar o efeito nocivo da exposição excessiva da pele aos raios solares.
Recém-chegada de uma peregrinação com cerca de 800 quilômetros a pé pelo místico e longo caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, Leila não abandona a proteção na caminhada diária no calçadão da avenida Getúlio Vargas, tradicional reduto da modalidade em Bauru. “Caminho uma hora, mais ou menos cinco quilômetros por dia. Não dispenso filtro solar e protetor labial. O chapéu é obrigação”, decreta a dentista que, na rota de peregrinação ibérica, caminhava entre 14 e 34 quilômetros por dia. “Lá o chapéu era maior, de peregrino, com aba larga”, diferencia Leila, que na Getúlio, opta por boné.
Mas precaução com a pele não distingüe quilometragem tampouco idade. “Sempre saio com o chapéu, olha minha pele”, atenta a dona de casa Mieco Kainpara, que aos 69 anos, não dispensa habituais caminhadas, também na Getúlio. “Gosto de caminhar cedo porque na hora de voltar para casa o sol não está tão quente”, comenta. “Mas o que não pode esquecer mesmo é um bonézinho ou de usar um protetor. Precisa, né?”, recomenda.