08 de julho de 2026
Polícia

Estado avalia compensação

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Como forma de compensação por parte do Estado pela transformação, em 2006, das penitenciárias 1 e 2 de Bauru em regime semi-aberto, a criação de mais um Batalhão de Polícia Militar (PM) em Bauru poderá ser efetivada em 2011. Na semana passada, o presidente da Câmara Municipal de Bauru, Pastor Luiz Carlos Barbosa (PTB), o presidente da legenda e chefe de gabinete, Ricardo Oliveira, e o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) estiveram reunidos em audiência com o secretário estadual de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, para reiterar o pedido de instalação de uma segunda unidade no município.

A iniciativa mobiliza lideranças políticas e empresarias de Bauru desde o início do ano, quando o comandante geral da PM, coronel Roberto Antônio Diniz, visitou a cidade. O objetivo é que a unidade atenda exclusivamente às demandas de segurança local, já que o 4º Batalhão presta serviços a 19 municípios da região.

Segundo Oliveira, Pinto afirmou que a solicitação é tida como prioridade da secretaria. “Ele disse que um concurso público para a contratação de policiais militares está em andamento para completar o efetivo fixado em lei para todo o Estado. Com esse processo seletivo, há grandes possibilidades de o segundo batalhão ser criado”, frisa.

Oliveira explica que o prazo para a instalação da nova unidade será necessário em razão do curso de formação dos PMs após o processo seletivo, que tem duração de um ano. “Se esse curso começar logo depois do concurso, ele acabará no final de 2010. Caso o batalhão seja criado, esperamos que venham para Bauru mais de 500 homens, o que dobraria o efetivo existente na cidade”, acrescenta.

Caso a unidade não seja criada, outra alternativa seria a retomada do regime fechado nas penitenciárias 1 e 2 de Bauru. Conforme apurou o JC, existe a possibilidade de parte dos 44 presídios que serão construídos pelo Estado servirem ao regime semi-aberto e receberem boa parte dos detentos que hoje estão concentrados em Bauru.

Além de o condenado em semi-liberdade poder cumprir a pena mais perto de sua casa, já que as unidades estarão espalhadas em vários pontos do território paulista, a informação é de que o retorno ao sistema prisional em regime fechado seria necessário em Bauru devido à falta de vagas na região. Questionada pelo JC na tarde de ontem, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não se manifestou sobre o assunto.