09 de julho de 2026
Internacional

Oposição derrota candidatos de Obama


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Washington - O democrata Barack Obama amanheceu o dia em que sua escolha para a Casa Branca completou um ano com a notícia da primeira derrota eleitoral de seu mandato. Resultados oficiais das eleições de ontem mostram que a população americana elegeu um republicano para comandar o Estado da Virgínia, vizinho a Washington, num resultado esperado, e surpreendeu ao escolher o candidato do partido da oposição também para o governo de Nova Jersey, vizinho a Nova York.

Além disso, o bilionário Michael Bloomberg derrotou seu rival democrata e foi eleito para seu terceiro mandato à frente de Nova York, a cidade mais importante do país, e no Maine, Estado governado por democratas, foi rejeitada a proposta de legalização do casamento gay, uma proposta cara à ala liberal do partido e combatida pelos republicanos conservadores.

Embora locais, os resultados indicam potencial dor de cabeça para o partido de Obama no ano que vem, quando o Congresso renova parte do Senado e a quase totalidade da Câmara dos Representantes (deputados federais), ambas hoje comandadas pelos democratas. O controle do Legislativo é peça-chave da agenda de Obama, que precisa de maiorias absolutas para a passagem de leis polêmicas como a reforma do sistema de saúde.

Ontem a Casa Branca evitou reconhecer o tropeço eleitoral do presidente. “Eu não acho que se possa ter uma grande percepção do que vai acontecer dentro de um ano apenas olhando para duas corridas estaduais”, minimizava o porta-voz Robert Gibbs ontem, em encontro diário com jornalistas, em Washington. Mais tarde, ele diria ao site “Politico” que o presidente “nem sequer estava acompanhando os números das eleições”.

O fato é que o empenho das últimas semanas de Obama de tentar reeleger o milionário democrata Jon Corzine, em Nova Jersey, e manter o governo da Virgínia em mãos democratas pelo terceiro mandato consecutivo, pelas mãos do senador estadual Creigh Deeds, deu errado em ambas as frentes. Ganharam a corrida os ex-procuradores-gerais republicanos Christopher Christie e Robert McDonnell, respectivamente, ambos com plataformas moderadas concentradas na criação de empregos e na ajuda a pequenos empresários.

Os republicanos procuraram capitalizar em cima das duas vitórias, dizendo que elas marcam o fim da série de reveses do partido de George W. Bush e Dick Cheney, que perdeu o controle do Congresso em 2006, o da Casa Branca dois anos depois e hoje é minoria nos 50 governos estaduais.

“A vitória de Bob McDonnell dá aos republicanos um enorme impulso para 2010”, disse Haley Barbour, presidente da Associação dos Governadores Republicanos. “Seu foco em idéias e em questões do dia a dia econômico dos eleitores servirão como modelo para todos os republicanos que concorrerem no ano que vem.”

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Independentes os grandes vitoriosos

Washington - Nem republicanos, nem democratas. Os grandes vitoriosos das eleições nos EUA foram os independentes, grupo de eleitores no centro do espectro político que não se identificam totalmente com nenhum dos dois partidos e que variam de lado ao sabor do momento político. Ontem, eles viraram o jogo em Nova Jersey e asseguraram o resultado previsto na Virgínia, destronando o partido de Barack Obama e premiando a oposição.

Segundo as pesquisas de opinião pública, o grupo foi o que mais rápido desembarcou do trem obamista, em velocidade que só faz crescer desde a posse do democrata. De acordo com os primeiros levantamentos de ontem, também, esse eleitor escolheu os candidatos republicanos por estar descontente com o aumento do papel do Estado na economia, iniciado no fim do segundo mandato de George W. Bush (2001-2009), mas consolidado sob Obama, e com as propostas ousadas do último para reforma do sistema de saúde pública, mercado financeiro e leis ambientais.