08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cohab loteada


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Esta dívida da Cohab justifica o verdadeiro leilão que se promove há muito nas campanhas eleitorais . “Quem dá mais leva”. Os cargos são loteados entre a bancada de apoio, que na maioria dos casos nem é comportada pelo número de cargos oferecidos. E a qualidade técnico-administrativa não é questionada em detrimento dos conchavos políticos por legendas de apoio que arremataram este ou demais cargos e a má gestão se faz presente. Antigamente, era só Arena e MDB. Hoje nem sei precisar quantos partidos existem, apesar de na prática serem apenas dois: situaçao e oposição. Cito os nossos G9 e G7 aqui de Bauru .

As inúmeras legendas nascem em toda época de pleitos nos quais candidatos trocam de partidos ou migram para outros afim de promover candidaturas assim como quem trocam de meias. Este número exagerado de partidos só seve para isso, para inflar a máquina governamental e onerar cada vez mais os contribuintes que pagam mais impostos. E agora também este “escândalo do “PEC” que cria mais vereadores, manobra esta para os dinossauros se perpetuarem no poder. É muita estrela para pouca constelação, como dizia Raul Seixas . Para se ter uma idéia comparativa, em matéria na revista “Veja” foi publicado um estudo que apontava a diferença de cargos ocupados no governo. Nos Estados Unidos, por acaso o país mais rico do mundo, a cada presidente empossado são repatriados 4 mil cargos, enquanto no Brasil 25 mil cargos são distribuídos, diferença que nos faz pensar, e muito. É preciso fazer valer a capacidade de gestão, e não a legenda.

Enfim, cargos são criados para comportar aquele que se dizem apoiadores da Pátria . Outra comparação: não que eu seja a favor do militarismo, mas na época do Figueiredo eram 12 ministérios contra 34 atuais. Precisamos urgentemente mudar esta mentalidade. Aqui em Bauru a Cohab, entre demais prejuízos, é o maior exemplo desta prática de acomodação de bancada de apoio. Viva Clodovil, que teve a hombridade e coragem de criar o projeto que diminui o número de deputados.

Marco Zambon