Dar continuidade ao trabalho de músicos da extinta Orquestra Veritas é o principal objetivo da criação de uma nova Big Band Orquestra em Bauru. Já aprovado pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei Rouanet, o projeto aposta na experiência dos ex-integrantes do grupo, inclusive do maestro, para dar largada à iniciativa, ainda em busca de patrocinadores.
“A orquestra era um ícone da cultura da região e permitir a continuidade do trabalho desses músicos é uma forma de não ignorar esses 13 anos de história, que foi nossa principal motivação para a criação desse projeto”, afirma Kátia Sampaio, da empresa de comunicação Fábrica de Conteúdos - Consultoria e Desenvolvimento, responsável pelo encaminhamento da iniciativa ao MinC. Vinculada à Universidade do Sagrado Coração (USC), a Orquestra Veritas encerrou suas atividades em setembro do ano passado.
Para não começar totalmente do zero, é a partir da experiência dos integrantes, que serão regidos por Fernando Cezar Napoleone Paschoal, que a nova orquestra pretende iniciar seu trabalho. “Acima de tudo, queremos manter o padrão de qualidade. Manter os ex-integrantes da Veritas é um resgate técnico, além de histórico. Eles já passaram por tudo, sabem o que dá certo ou não e têm o respaldo da comunidade”, considera a jornalista, com experiência na área de gestão cultural.
Já para os músicos, de acordo com o maestro Paschoal, a criação da nova Big Band significa a profissionalização e consolidação da música praticada por eles. “Depois do fim da Veritas montamos a Prestige Big Band e continuamos a fazer algumas apresentações. Mas esse projeto vem para fortalecer e dar continuidade a essa história. O músico estuda tanto e não tem onde colocar isso em prática. É como ter um carro de alto nível, mas não ter uma estrada para rodar. O que queremos é abrir esse caminho, com uma orquestra pronta e estruturada”, afirma.
Desafio
O grande desafio do projeto de criação da Big Band Orquestra é encontrar empresas interessadas em patrocinar a iniciativa. Aprovada pela Lei Rouanet, a criação da orquestra se encaixa no artigo 18 da Lei, que permite a dedução de 100% do valor da doação ou patrocínio, sempre respeitados os limites do imposto devido do incentivador. “As empresas que investiverem nesse projeto não abrirão mão de nenhum real da verba de marketing, por exemplo. Sai do imposto a ser pago. Parte desses impostos podem migrar para a criação da orquestra e, do ponto de vista das empresas, é uma maneira de saber como o dinheiro que elas pagam de impostos estão sendo aplicados”, convida Kátia Sampaio.
O intuito do projeto, que prevê gasto anual de R$ 460 mil, é unir investimento de quatro patrocinadores. “Existe um desconhecimento e medo ainda muito grande sobre a Lei Rouanet. Os empresários têm que ter claro que suas empresas não vão ser fiscalizadas”, esclarece. Mais informações e dúvidas podem ser esclarecidas pelos telefones (14) 8138-7888 e 9735-4984 ou ainda pelo e-mail agjarussi@hotmail.com. O contato é Antonio Jarussi.
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Formação
Uma big band segue um padrão de distribuição instrumental diferenciado e é composta basicamente por 20 instrumentos, a maioria deles de sopro. Possui em sua formação: uma clarineta, quatro saxofones, quatro trompetes, quatro trombones e seção rítmica completa (bateria, percussão, guitarra, contrabaixo e piano).
A Big Band Orquestra de Bauru será instituída nesses moldes e em seu repertório estão previstas músicas norte-americanas, brasileiras e latinas. “Será um repertório bem eclético, que abrange toda a história das big bands, sem deixar de evidenciar as tendências contemporâneas que revolucionam o conceito desses conjuntos na atualidade”, comenta o maestro Fernando Paschoal, formado em jazz e MPB pelo Conservatório Dramático e Musical de Tatuí.