10 de julho de 2026
Nacional

Procedimentos médicos de Roger Abdelmassih serão investigados

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O Ministério Público abriu ontem, por meio da Promotoria de Justiça do Consumidor, um inquérito para investigar procedimentos médicos feitos pelo médico Roger Abdelmassih, acusado de atentado violento ao pudor e estupro contra ex-pacientes.

Segundo informações da Promotoria, o novo inquérito deve investigar possíveis práticas consideradas abusivas em seu consultório, localizado na cidade de São Paulo. Entre as práticas investigadas estão a não entrega de exames realizados em pacientes durante tratamento de reprodução assistida. Também será investigada a possível omissão de “informação relevante a respeito da utilização e destinação de material excedente obtido a partir da técnica de reprodução assistida”.

Abdelmassih está preso no presídio de Tremembé (147 quilômetros de São Paulo) desde o mês de agosto. Ele já teve quatro pedidos de liberdade negados pela Justiça. Após a prisão, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) decidiu suspender o registro do médico. Com a decisão, está proibido de exercer a medicina.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, Abdelmassih é acusado de 56 estupros. A denúncia foi feita com base em legislação que passou a vigorar no mês passado, segundo a qual o antigo “ato libidinoso” passa a ser considerado como “estupro”. Pela legislação anterior, seriam 53 atentados violentos ao pudor (atos libidinosos) e três estupros (quando há conjunção carnal).

Em geral, as mulheres o acusam de tentar beijá-las ou acariciá-las quando estavam sozinhas - sem o marido ou enfermeiras presentes. Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação.

Desde que foi acusado pela primeira vez, Abdelmassih negou seguidamente ter praticado crimes sexuais contra ex-pacientes. O médico afirma que vem sendo atacado há aproximadamente dois anos por um “movimento de ressentimentos vingativos”.