O GRSA/Itabom enfrenta Franca hoje, a partir das 10h, no ginásio Pedrocão, pela segunda rodada do Novo Basquete Brasil (NBB). A equipe bauruense vem de derrota, também fora de casa, para Araraquara na primeira rodada e busca a reabilitação no Nacional. Os francanos estrearam com vitória sobre Assis. Ambos os times dividem sua atenção entre o NBB e o Campeonato Paulista, onde ocupam as primeiras posições. A partida terá transmissão ao vivo do Sportv.
O técnico Guerrinha considera Franca favorito e analisa as chances do GRSA/Itabom no jogo de hoje. “A nossa equipe, como a maioria, com a seqüência de jogos, tem tendência a ser irregular. Principalmente fora de casa. Se a gente conseguir manter o mesmo padrão do último jogo aqui (contra Pinheiros, pelo Paulista), com certeza vamos ter grande chance de vitória. Se não for assim, vamos ter problema para ganhar”, constata. O treinador do Bauru detalha sua análise e aposta na superação para bater o adversário. “Normalmente, a gente já entra em desvantagem com Franca por dois motivos: jogar na casa deles e a equipe de Franca é mais experiente e está montada há mais tempo que a nossa. Jogando aqui (em Bauru), nós temos um ponto a favor da gente. Jogando lá, Franca tem um ponto a favor deles. O investimento deles é maior, o objetivo deles é maior dentro da competição. Agora, no esporte sempre existem superações. Se a gente se superar, tem grande chances de vitória”, acredita.
Guerrinha considera o fator bola como um ingrediente a mais de dificuldade para o time, já que o Estadual usa uma bola diferente do Nacional. O técnico aponta peso, tamanho, textura e cor distinguindo uma bola da outra. A bola Spalding, usada no NBB, é mais pesada e compacta, de acordo com Guerrinha, do que a Pênalti, do Paulista. “O problema maior é técnico, é a bola. A gente muda de bola a cada três dias. Mas saindo da bola Pênalti e vindo para a Spalding para a gente é melhor, essa bola (Spalding) é bem melhor. O problema é quando sai desta e vai para a Pênalti”, explica.
O desgaste, com a equipe se dividindo entre duas competições simultâneas, é outro agravante. “O principal é termos a seqüência de jogos fortes que estamos tendo e as outras equipes paulistas também. Pegamos, domingo (passado), Araraquara, quarta, Pinheiros, domingo (hoje), Franca. Aí, quarta, São José, domingo, Assis. Aí, terça, Americana, quinta, Paulistano, domingo, Rio Claro, quarta, Franca, sexta, Brasília e, domingo, Minas. Cansei só de falar. São muitos jogos e temos um elenco reduzido em qualidade. Fica difícil você enfrentar e não tem como dizer vamos priorizar isso ou aquilo”, argumenta.
Franca
A contrário de Guerrinha, Hélio Rubens, técnico do Franca, não vê favoritismo na partida desta manhã. O treinador recorda que sua equipe terá dois desfalques, o armador Helinho e o pivô Ricardo Probst, ambos contundidos, e também fala em superação. “A gente sabe que não há vantagem para ninguém, os confrontos neste Campeonato Nacional são de igual para igual. A expectativa, aliás, é maior para nós, porque vamos jogar na superação, já que temos dois desfalques. Mesmo assim, vamos tentar neutralizar os maiores pontuadores do adversário e manter nossa parte tática”, declara, pela assessoria de imprensa do clube.
Se o Franca tem dois desfalques, pode ganhar um reforço para encarar o GRSA/Itabom. O pivô norte-americano Harper Williams, recém-contratado e que já treina com o elenco há dez dias pode fazer sua estréia. “Ele está arrumando os papéis e, por isso, existe a possibilidade de já atuar. Se não ocorrer neste fim de semana, o Williams, certamente, vai jogar na rodada seguinte. Ele deverá suprir tecnicamente a necessidade da posição”, destaca Hélio Rubens.