09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Chapéu vira moda em caminhadas


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Em referência à citada reportagem, publicada no dia 5/11, venho discordar do dermatologista Cláudio Sampieri Tonello quando este afirma que o chapéu é desconfortável para caminhadas. Ao contrário, muito melhor que o boné que é um modismo importado dos jogadores de beisebol dos Estados Unidos, onde o clima diverge do nosso em tudo, nosso chapéu de palha - conhecido como “panamá”, que desse País traz só o nome - é leve, sempre moderno, bonito e, principalmente, ventilado através de suas tramas.

Moda brasileira há séculos, seu uso está restrito por puro preconceito, desde que o brasileiro, para copiar a moda importada, prefere os chapelões estilo texano, pesados, duros e extremamente quentes. O boné não fica atrás, pois, para sua confecção, é utilizado um forro de um tecido esponjoso, quente e incômodo. Ademais, o boné tem somente a aba anterior para sombreamento do rosto, enquanto que o chapéu protege toda a cabeça.

A sabedoria chinesa milenar mostra isso. Lá, é centenariamente conhecido o chapéu cônico, trançado da abundante palha de arroz e, inclusive, de lascas de bambu. É usado em todos os países no entorno da China que têm clima tropical. Aqui, no Brasil, já o bandeirantes usavam chapéu, faz parte de nossa história, de nossa gente. No interior do Nordeste, o chapéu de couro de aba curta se fez necessário por conta da natureza do lugar, hostil e espinhenta, que provocou a criação de verdadeiros capacetes para a efetiva proteção das cabeças daquele que lidam com o gado ou lavram a terra. Particularmente, trago o hábito do chapéu e já surpreendi muitas pessoas surgindo em todos os lugares com um dos meus. Tenho quatro, sendo que meus dois de palhinha trançada são meus preferidos. Até por ser defensor de nossa cultura bem brasileira me sinto na obrigação de sair em defesa do uso do chapéu.

Luiz Antonio de Mello Albuquerque - Luiz Viola