09 de julho de 2026
Regional

CPI pede processo administrativo contra servidores de Santa Cruz

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Santa Cruz do Rio Pardo - O relatório final das duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), que apuraram supostas irregularidades no acúmulo de cargos na Secretaria Municipal de Saúde de Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru), recomenda a administração municipal acionar a secretária de Saúde, Luizete de Sousa Alexandre Pereira, e o marido dela, Alexandre Pereira, a processo administrativo.

O vereador Antônio Ferreira de Jesus (PSDB), relator das CPIs, afirma que houve irregularidades funcionais praticadas pelos dois servidores. O relator sugere à prefeita Maura Macieirinha (PSDB) abrir sindicância administrativa para apurar as denúncias. Em separado, o vereador Rui Reis (PV) responsabiliza a atual prefeita por “omissão” e o ex-prefeito Adilson Mira (PSDB) de “conivência” nas supostas irregularidades.

O farmacêutico Alexandre Pereira teria empregos públicos em Santa Cruz e São Paulo, com horários incompatíveis, além de contratação como farmacêutico em estabelecimentos privados. A prefeitura de São Paulo apura em sindicância também.

Eles têm cargos efetivos na prefeitura de São Paulo, mas a secretária foi emprestada à prefeitura de Santa Cruz desde 2001. Nesse período, também trabalhou como farmacêutica responsável em farmácias do município e, em 2003, chegou a voltar para o cargo do qual é titular em São Paulo pelo ex-prefeito, juntamente com o marido. Entretanto, o casal continuou trabalhando na prefeitura de Santa Cruz e teria recebido duplo salário, já que oficialmente deveria estar à disposição da Diretoria Regional de Saúde-8 de Assis, segundo a CPI.

O relator da CPI pede para enviar cópias para o Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Conselho Regional de Farmácia (CRF). A prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo informou que até a tarde de ontem desconhecia o teor do relatório, porque o documento ainda seria lido na sessão de ontem à noite do legislativo. O JC enviou um questionário com várias perguntas há cinco dias, mas não foram respondidos.

A assessora de imprensa da prefeitura, Tânia Guerra, disse que a secretária de Saúde tem evitado falar à imprensa sobre o caso desde que foi aberta a CPI por preferir se manifestar nos autos da investigação. A reportagem não conseguiu localizar os envolvidos até o fechamento desta edição.