08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Um absurdo...


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A idéia do nobre (nem tanto) parlamentar Valdir Collato (PSDB/SC) ao apresentar o projeto: dia 13 de setembro, Dia Nacional da Cachaça. O articulista deste jornal Carlos Pinto (JC de 2/11/09) criticou o fato, aliás, com muita propriedade. Eu aqui no meu canto, com toda a ignorância (ou sabedoria), que vão às raias da imaginação (como diria um amigo meu Flávio Parra), dou algumas “dicas” aos senhores deputados e senadores: por que não colocar também as eleições nesse dia? Dia 13 de setembro: dia nacional da cachaça e... eleições. Não é uma brilhante idéia? Ficaríamos dopados, e votaríamos em vocês novamente. Para comemorar a data, poderia se fazer uma grande festança no Congresso Nacional, regada a “51”. Não é uma boa idéia?! É lógico que não se convidaria membros da Associação dos Alcoólicos Anônimos e outras entidades que coíbem essa chatice de não pode beber. Poderia-se até convidar o “chefe maior”, desde que “não estivesse viajando”! As palavras beba com moderação devem ser “riscadas do mapa”. Colocar-se-ia: “Beba... e muito, assim você esquece de nós, pobres mortais, que temos a incumbência de dirigir este país... com honestidade!” Para culminar com toda essa farra, pois não somos de ferro, que tal o carnaval no dia posterior ao das eleições? Três datas que uma teria a ver com a outra. Unir-se-ia o útil ao agradável e, mais festanças no Congresso. É lógico que nós eleitores não seríamos convidados. Somos “águas passadas”... até daqui a quatro anos. Agindo assim, senhores deputados e senadores, tudo ficará às mil maravilhas. Nossas fronteiras continuarão desguarnecidas. Armas superpotentes continuarão a ser passadas por elas e guarnecer os bandidos que com suas “balas perdidas” matarão crianças inocentes... E daí? Crianças não votam, não é mesmo?

Os policiais do Estado do Rio, continuarão a ganhar R$ 870,00. Os precatórios alimentícios desses policiais e de todo funcionalismo público continuarão a não ser pagos. Afinal, são velhos e logo vão morrer! Alguns nem andam mais, impossibilitados de comprarem seus remédios. Se não andam, não votam. São “cartas fora do baralho”! Outro “prato cheio”, que vocês têm que pensar, são as Olimpíadas e Copa do Mundo.

Fico preocupado com vocês. Sei que perderão o sono, caso não sejam reeleitos. Imaginem quantos estádios serão construídos, quantas “trocas de favores”, quanto manuseio de dinheiro (lícito, é claro) acontecerá? Vocês não podem ficar de fora “dessa boca”, não é mesmo? Pelo que sei, e acho certo, venderão até a própria mãe para se reelegerem. Que tal, um pacto com o diabo?

O que importa é viverem como rei Midas aqui na terra. Daqui a duzentos anos, seus descendentes ainda estarão gastando o que vocês ganharam e depositaram no exterior... “honestamente”!

Luis Carlos Pasquarelo