08 de julho de 2026
Internacional

Líderes lembram queda do Muro de Berlim

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Berlim - Em uma cerimônia com a presença de líderes dos 27 países membros da União Européia, da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, e de dezenas de milhares de pessoas no Portão de Brandemburgo, as celebrações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim foram encerradas com discursos que louvaram o momento histórico e com a derrubada de uma fila de dominós gigantes simbolizando a queda do Muro e dos regimes comunistas do Leste Europeu.

“O dia de hoje marca um momento de verdadeira alegria da história da Alemanha e da Europa”, discursou a chanceler alemã Angela Merkel. “O muro se abriu, o portão da liberdade se abriu, e o muro que dividia um povo se foi.”

Merkel falou após os discursos de líderes que representavam as quatro potências aliadas que derrotaram o país na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Falaram o premiê britânico, Gordon Brown, o presidente francês, Nicolas Sarkozy e o presidente russo, Dmitri Medvedev, além de Hillary, que lembrou o papel do povo de Berlim e do papa João Paulo II na queda do Muro.

O presidente americano, Barack Obama, falou em uma mensagem surpresa, louvando os eventos de 20 anos atrás, mas lembrando que muitas pessoas no mundo ainda vivem sem liberdade.

Medvedev sublinhou o papel da União Soviética para derrubar o Muro de Berlim e sugeriu que mais ações precisam ser realizadas contra as linhas de divisão da Europa. Ele disse que o muro estava destinado a cair, mas que o papel da União Soviética, que mantinha a Alemanha oriental sob seu controle indireto, foi decisivo.

Em seu discurso, Merkel também reservou uma lembrança para episódios que se distanciam da atmosfera de comemoração. Ela lembrou que ontem também se completam 71 anos da Noite dos Cristais, em 1938, uma das primeiras grandes manifestações de violência nazista contra os judeus na Alemanha, quando houve uma série de ataques e várias sinagogas foram queimadas. A chefe de governo alemã disse que a queda do muro simboliza a “vitória de uma liberdade” que deve ser defendida a cada dia.

Depois dos discursos, a primeira fileira de peças do dominó gigante, cada uma com 2,5 metros de altura, foi derrubada, sob aplausos da multidão. O ex-líder do sindicato polonês Solidariedade e depois presidente da Polônia Lech Walesa empurrou a primeira peça, dando início à queda.

As peças foram pintadas por inúmeros artistas e estudantes para lembrar a queda da Cortina de Ferro e o fim da divisão de Berlim, da Alemanha e da Europa. Walesa, cuja liderança sindical representou o primeiro grande movimento popular dos anos 80 contra o comunismo no Leste Europeu, se desequilibrou e quase caiu ao empurrar a primeira peça.