09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bauru terá instância estadual do BB

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru terá uma importância maior dentro do quadro administrativo do Banco do Brasil (BB) no Estado de São Paulo a partir de fevereiro de 2010. Nesta data, a cidade passará a sediar uma das três superintendências estaduais do banco, juntamente com as cidades de Ribeirão Preto e Campinas. A superintendência bauruense abrangerá as regiões de Bauru, Marília, Araçatuba e Presidente Prudente, compreendendo cerca de 200 agências bancárias. Atualmente o BB possui apenas duas superintendências estaduais. Uma na Capital, responsável pelas agências da grande São Paulo, litoral e Vale do Paraíba, e outra em Ribeirão Preto, que gerencia todo o restante do Interior. Com a incorporação da Nossa Caixa e a conseqüente duplicação dos negócios do banco no Estado, houve a necessidade de uma redefinição administrativa da instituição.

“Com o desenho novo (da parte administrativa) tivemos que redividir o interior, mantendo a superintendência estadual em Ribeirão Preto e criando mais duas, uma em Campinas e outra em Bauru. Essas três grandes regiões terão autonomia de administração com status estadual em função do tamanho que vão ficar. Cada uma delas terá mais de 200 agências, o que hoje representa um tamanho muito maior que muitos Estados brasileiros”, explica Evandro Baldin Dias, superintendente regional do BB em Bauru.

Dias salienta que o banco quer dar mais ênfase e aumentar seus negócios no Estado devido à sua importância estratégica. “Se você abstrair o Banco do Brasil em São Paulo e a Nossa Caixa e somar o número de negócios e ativos, esta instituição ficaria rankeada como o 6º banco brasileiro”, salienta.

A principal atribuição das superintendências estaduais será aumentar o market share do banco, ou seja, sua participação no mercado em todas as regiões de São Paulo. Dentre as funções específicas estarão traçar objetivos, planos estratégicos e acompanhar algumas ações das agências jurisdicionadas.

A descentralização do poder decisório é a grande aposta do banco para atingir suas metas. “Um dos objetivos de ter uma estadual mais próxima é descentralizar o poder de decisão. Porque se fica tudo em São Paulo, concentra demais a decisão, o que acarreta em demora. A partir do momento em que se descentraliza com autonomia de decisão, agiliza-se os processos, análises e fluxos de procedimentos dentro do banco”, pondera o superintendente regional.

Para a população, o grande benefício desta nova administração é a possibilidade de ter suas necessidades específicas melhor atendidas pela instituição bancária. “A região de Bauru, dentro do Estado de São Paulo, dentro do BB, é a segunda mais importante em crédito rural, por exemplo. Tendo uma estadual aqui podemos focar mais nessa vocação para o agronegócio que existe na região com produtos específicos e com uma atuação mais próxima”, declara Dias.

A superintendência estadual funcionará em alguns andares do atual prédio da superintendência regional, localizado na rua 1º de agosto, 7-51, no Centro. “Serão utilizados alguns andares que hoje estão desocupados por conta de um movimento contrário há alguns anos quando foi transferida para Ribeirão Preto a Gerência de Logística que funcionava no local”, observa Dias.

Uma equipe com 50 funcionários do próprio banco será formada para atuar na região. Serão remanejados profissionais com nível de instrução elevado dentro da instituição para que possam fornecer assessoria estratégica e de negócios para as agências. A estimativa é que as obras no prédio e a atuação da equipe de recursos humanos sejam concluídas em quatro meses.

As 23 superintendências regionais, 12 no Interior e 11 na Capital, continuam a funcionar normalmente. No entanto, agora estarão subordinadas às superintendências estaduais específicas de sua região.