10 de julho de 2026
Nacional

Índice de mortos pela polícia no Brasil é inaceitável, afirma ONU

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, Navanethem Pillay, visitou ontem o morro Dona Marta, zona sul do Rio, e criticou o excesso de mortes provocadas pela polícia no Rio e nos demais Estados brasileiros. Apesar disso, ela elogiou o modelo de policiamento comunitário adotado na favela pelo governo fluminense. Apesar disso, ela.

Segundo ela, foram dados os passos necessários para aproximar a polícia dos moradores do morro Dona Marta, uma das cinco favelas cariocas que têm policiamento comunitário. “Visitei a sede da polícia (comunitária), que tomou importantes medidas para ganhar a confiança da comunidade. Algumas dessas medidas funcionaram, porque essa favela não tem os níveis inaceitáveis de violência e mortes extrajudiciais que ocorrem em outras favelas.”

A comissária da ONU conheceu os projetos realizados pela própria polícia, que ensina música e artes marciais para crianças da comunidade, e disse que é a primeira vez que vê o envolvimento da polícia com o ensino musical.

Porém, Navanethem Pillay ressaltou que é “inaceitável” o excesso de mortes provocadas pela polícia no Rio e no Brasil. Ela destacou que sua agenda no Brasil é curta e que, por isso, não poderá visitar as favelas mais violentas do Rio de Janeiro.

Para conhecer a realidade da violência nas demais comunidades, a comissária vai se reunir com representantes da sociedade civil ainda ontem e manter, por intermédio de seus funcionários e relatores especiais, “um olhar atento” a todas as favelas e seus problemas de segurança.

Ainda na tarde de ontem, Navanethem Pillay irá reunir-se com o presidente da Assembléia Legislativa do Rio e Janeiro, Jorge Picciani, com o presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter, e com o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes.

A alta-comissária de Direitos Humanos da ONU iniciou a visita ao Brasil pela Bahia, no último fim de semana, onde conheceu comunidades quilombolas e se reuniu com representantes da sociedade civil. Hoje, ela segue para Brasília, onde encerrará sua agenda no País.