Fort Hood - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem, no funeral das 13 pessoas mortas no massacre ocorrido quinta-feira passada na base militar de Fort Hood, no Estado do Texas, que o criminoso tinha uma lógica “distorcida” e que “nenhuma fé justifica esses atos assassinos e covardes”. “E, pelo que ele fez, nós sabemos que esse assassino irá se encontrar com a justiça nesse mundo e no próximo.”
Segundo relatos não confirmados de soldados presentes na base, o autor do massacre, o major Nidal Malik Hasan, gritou a expressão “Allahu Akbar”, que significa “Deus é grande”, em árabe, antes de abrir fogo contra os colegas. Hasan, psiquiatra com treinamento militar - de origem muçulmana -, levou quatro tiros durante a ação, mas está consciente. O atirador permanece internado no hospital em San Antonio, no Texas, em condição estável e conectado a um respirador. Anteontem ele começou a falar.
Cerca de 15 mil pessoas participaram do funeral. Nele, Obama leu nomes e histórias das vítimas. Mais cedo, ele e a mulher, Michelle Obama, tinham se encontrado reservadamente com familiares dos mortos, cujas idades iam de 19 anos a 62 anos, e com os feridos no ato - cerca de 30, ao todo.
Alerta
O major Nidal Hasan alertou os militares da base há cerca de um ano e meio que, para evitar “eventos adversos”, eles deveriam permitir que os soldados muçulmanos fossem liberados de ir ao fronte de batalha como contrários à guerra contra outros muçulmanos no Afeganistão e no Iraque.
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Mais tropas
Washington - O presidente dos EUA, Barack Obama, está prestes a anunciar o envio de mais tropas ao Afeganistão, segundo fontes do governo. No entanto, o número de soldados seria menor do que os 40 mil solicitados pelo comandante das forças americanas no país asiático, general Stanley McChrystal.
As autoridades disseram, sob condição de anonimato, que o envio das tropas pode começar já em janeiro, e elas teriam como objetivo fortalecer a defesa de dez cidades-chave para a luta contra a insurgência do grupo radical islâmico Taleban.
O pedido de McChrystal foi feito há quase três meses, quando ele reportou a Obama que a missão dos EUA no Afeganistão poderia fracassar se não houvesse o envio adicional de cerca de 40 mil soldados - atualmente, há 68 mil militares americanos no país.