08 de julho de 2026
Geral

Sem informação, mãe se revolta

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

A vendedora desempregada Melise Regina Martins Alexandre, 21 anos, é mãe de uma das crianças que se encontravam internadas na Maternidade Santa Isabel, na madrugada de ontem. Ela conta que, tão logo percebeu a falta de energia, entrou em contato com a maternidade para obter notícias do filho, nascido no final de setembro, aos 7 meses de gestação. “Eles me disseram para ficar calma, pois havia um gerador no hospital. Pela manhã, é que fui saber pela TV a respeito da transferência (das crianças) para o HB”, afirma.

De fato, havia um gerador em funcionamento no local, cedido pela TV TEM, e o mesmo foi acionado depois que se esgotaram as baterias dos equipamentos do hospital. Transtornada, a jovem se dirigiu à maternidade, por volta das 11h, na esperança de ver o filho. “Fiquei revoltada e fiz um verdadeiro escândalo lá na porta. Os funcionários mentiram para mim”, acusa.

Melise diz ter recebido a confirmação, por parte de uma enfermeira, de que seu filho estava entre as crianças transferidas da maternidade. Pela manhã, o menino já teria retornado ao local.

Uma fonte ligada à maternidade, ouvida pelo Jornal da Cidade, negou que o filho de Melise tenha sido levado ao HB. Informou, ainda, que apenas cinco crianças foram transferidas, em virtude do apagão. Disse, por fim, que as famílias de todos os bebês envolvidos no caso foram informadas a respeito do ocorrido.

Segundo Melise, as mulheres ameaçaram procurar a imprensa, caso não obtivessem informações sobre os filhos. Teriam sido, então, ameaçadas pelos funcionários. “Disseram que se falássemos com os jornalistas, iriam nos proibir de ver as crianças”, conta ela. Melise diz ter permanecido na maternidade até 13h30, mas não conseguiu permissão de visitar a criança. A reportagem procurou o interventor da AHB, Fábio Tadeu Teixeira, mas ele não foi encontrado para comentar este assunto.