08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Neoplasma malígno


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Em primeiro lugar, meus parabéns ao editor João Jabbour pela corajosa entrevista (manchete do último domingo). Após o tumor haver sido lancetado pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Justiça Federal e Ministério Público Estadual, que, desde o início, e durante os últimos dez dias, proporcionou ao povo bauruense a oportunidade do acompanhamento no dia-a-dia, lendo, ouvindo e vendo na imprensa noticiosa, o caldo pustulento que escorre pelas sarjetas existentes em “nosso” Hospital de Base. A corajosa entrevista, tanto do entrevistador como da entrevistada, pelo JC do dia 8 último, dá a dimensão exata do que ocorria na administração do Hospital, se é que podemos considerar adequado o uso do substantivo. Depois dessa entrevista, o substantivo é inadequado. Aquilo era terra de malfeitor e não administrador. É repugnante para pessoas responsáveis e sérias poder aceitar essa indecência.

Dia 6 último tivemos o desabafo de um empresário local que verbalizou sua indignação com relação à falta de segurança existente na província, em que pese a boa vontade daqueles que são responsáveis por ela. Também no mesmo dia o deputado federal Nelson Marquezelli declarou que a arma de fogo vai ser legalizada. No dia seguinte, 07/11, o nosso secretário de Saúde, Fernando Monti, disse que o atual modelo de gestão da saúde comandado pelo governo estadual prejudica o atendimento aos pacientes.

Também no mesmo dia 7, o “amigo” que exerceu por 14 anos funções de ponta na Associação Hospitalar de Bauru afirmou à imprensa que estava com a cabeça “enrolada”, que precisava “por a cabeça no lugar”. No dia 5 último, por fim, o deputado Pedro Tobias, em discurso no pequeno expediente (5 minutinhos), afirma aos seus pares que havia sido traído e que havia sido feito de “bobo” com relação ao escândalo da AHB. É muito difícil acreditar no deputado. Por diversas razões, já que as malfeitorias, pelo que se conclui na entrevista da técnica de enfermagem, nas páginas 4 e 5 do JC de domingo (08/11), ocorriam com o conhecimento dos tucanos de “A” a “Z” e ficam cada dia que passa mais claro aos olhos de quem vê e aos ouvidos de quem escuta.

Enquanto os escândalos pululam, os “ausentes”, como afirma um político da nossa laboriosa Edilidade, vai dando uma de bombeiro e tentando apagar o fogo patrocinado pelo seu próprio pessoal. Além da “ausência”, falta comando, ordem unida, corretivo se for preciso ou rua se for necessário.

Nicanor Amaro Silva Neto