09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"O nobel da paz vai para..."


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Para quem? Quem é merecedor do prêmio? É uma piada o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter sido escolhido, já que seu país está envolvido em várias guerras. Mas não são só os americanos, o mundo está em guerra, inclusive o nosso país. A guerra, seja bélica, ou social, está presente no nosso dia a dia, é só olhar para os lados, ou melhor, para dentro dos nossos próprios lares.

A guerra da fome, da miséria, do preconceito, da violência, enfim, toda guerra que tira e desrespeita a vida humana. Por falar em vida humana, quanto vale uma no Brasil? Alguém uma vez me disse que vale menos que um maço de cigarro, como se um maço de cigarro valesse alguma coisa para mim. No Rio de Janeiro, a violência é terrificante, onde traficantes e polícia, trocam tiros, derrubam helicópteros como num jogo de videogame. Na capital paulista, hordas de delinquentes afrontam a polícia numa barbárie sem fim, deixando a sociedade estarrecida, refém do próprio medo. Hospitais da região do Nordeste, num total descaso humano, nos corredores superlotados, pacientes inocentes vem a óbito, seja por falta de médicos, de remédios, ou por negligência sanitária. Essas guerras, pequenas, no entanto, devido a repetição diária sob nosso olhar complacente, acabam por anestesiar a compaixão pelo outro, acomodando-nos com a cena do sofrimento alheio.

As guerras, seja em pequena ou larga escala, são fruto do egoísmo do ser humano, principalmente dos governantes que por capricho ou poder, predominam suas vontades sem se importar com o próximo. Quanto mais guerras, mais fome, mais miséria, eles têm seu futuro político garantido. Deus criou o homem, e o homem se considera Deus, que decide se o outro deve viver ou morrer.

É claro que existem exemplos de pessoas como madre Tereza de Calcutá, Gandhi, Dalai Lama, Martin Luther King e poucos outros que tinham como bandeira, propagar a paz entre as pessoas, não imbuídos em prol do prêmio, mas sim, porque dentro dos seus corações havia amor, e aquele em que o amor vive, nele vive Deus.

Quem trabalha em defesa da paz, digo arduamente, não precisa ser premiado, homenageado, ele já é reconhecido, não por quem inventou o prêmio, mas sim, por Aquele que é o maior símbolo da paz... Deus, ontem, hoje e sempre, pois Ele é a paz. O que temos feito para semear a paz? Como está o seu amor pelo próximo? A paz não depende só de um homem, ma sim, de cada um de nós. Pense nisto!

Paulo Roberto dos Santos