Depois de nove horas de disputa por lances de preços, o pregão presencial realizado ontem pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) resultou em propostas que aumentam o valor do aluguel dos aparelhos de radares fixos em pouco mais de 9,6% em relação ao contrato anterior e, de outro lado, reduzem a despesa com a instalação de lombadas em 27% e dos aparelhos portáteis (móveis) em 22%.
A licitação para a contratação da empresa que vai instalar os aparelhos de monitoramento eletrônico do trânsito em Bauru começou às 9 horas, na sede da empresa municipal, com a presença de 11 dos 14 interessados, sendo que 10 empresas participaram efetivamente da busca da melhor proposta. A intenção da direção da empresa de reduzir os pagamentos pela locação de 17 aparelhos fixos, entretanto, não vingou.
Com a divisão da licitação por lotes, o contrato de um ano pela instalação e funcionamento em rodízio de seis radares fixos simultaneamente, entre os 17 pontos possíveis, teve a disputa dos lances entre as empresas Engebras Indústria Comércio e Tecnologia ME, de São Paulo, a fornecedora dos equipamentos para Bauru até 2008; Suprema Sistemas Viários, de Ponta Grossa (PR); e a DCT Tecnologia e Serviços, também da Capital.
A Suprema acabou apresentando a melhor proposta global, mas teve sua classificação denunciada por concorrentes em razão de não entregar o manual dos equipamentos, conforme exigência do edital. A Emdurb inabilitou a Suprema pela ocorrência, que entrou com recurso. Com isso, a Engebras pode ocupar a preferência pela contratação, ao custo de R$ 321 mil por ano para a locação dos seis radares fixos em rodízio, o que representa 9,6% de aumento em relação aos R$ 308 mil contratados anteriormente, por 24 meses e para três aparelhos inicialmente.
O valor por radar fixo locado anterior foi de R$ 4,277 mil, contra R$ 4,458 mil do pregão de ontem. A Emdurb vai aguardar os cinco dias previstos em lei para receber o recurso da Suprema e, depois, se pronuncia em 24 horas sobre a medida. Se a inabilitação for confirmada, a Engebras pode ser a contratada.
No caso das lombadas, a disputa por lances deu-se entre a Splice Indústria e Comércio de Serviços (Votorantin – SP), DCT Tecnologia (São Paulo) e Eliseu Kopp Cia (Vera Cruz – RS), com a primeira ficando com a melhor oferta de locação para quatro equipamentos, ao valor individual de R$ 2.489,50, contra R$ 3.164,00 praticados há dois anos (para três lombadas). A diferença obtida é de 27% a menos.
O radar portátil, utilizado para as instalações móveis de monitoramento em vias de grande fluxo de veículos pela Emdurb, foi disputado entre a LT Comercial, de Cotia (SP), a CSP Controle, de Florianópolis (SC) e a DCT Tecnologia, de São Paulo. O custo final pela locação de um equipamento móvel será de R$ 44 mil/ano, contra os R$ 107 mil pelo contrato de 24 meses que estava em vigência. A redução é de 22%.
O processo de contratação foi dividido em três lotes, sendo: Lote 1 (Medidor e Registrador Fixo, sem mostrador de velocidade), Lote 2 (Medidor e Registrador Fixo, com mostrador de velocidade - Lombada Eletrônica) e Lote 3 (Medidor e Registrador Estático).
A Emdurb deve concluir a licitação até o final deste mês e, caso não haja nenhuma intervenção no Judiciário, as melhores propostas elencadas acima podem ser confirmadas em homologação. O monitoramento de trânsito por equipamentos não está acontecendo nas ruas há algumas semanas, pelo vencimento do contrato anterior. Os novos equipamentos serão instalados de acordo com o edital.