O GRSA/Itabom faz, hoje, seu primeiro jogo em casa na segunda edição do Novo Basquete Brasil (NBB). Após encarar Araraquara e Franca e perder longe de seus torcedores, o Bauru vive a expectativa de vencer pela primeira vez na competição. O adversário é Assis, a partir das 11h, no ginásio da Luso. No momento, a equipe do técnico Guerrinha ocupa a 11ª colocação no Nacional, com dois pontos. Já o Assis vem em oitavo, com três pontos, também em duas partidas.
Sem seu principal jogador, Larry Taylor, em plenas condições de jogo, já que convive com uma tendinite no joelho, o GRSA/Itabom tem um forte aliado no fator casa, onde o time vem se apresentando muito bem no Campeonato Paulista, para sair de quadra com os dois pontos. “Estou acompanhando os jogos e todos os times que estão jogando fora de casa estão tendo dificuldade”, aponta Guerrinha. O técnico reconhece que o fator quadra é importante, mas alerta que o time não pode se acomodar com fato de jogar em seus domínios. “Não é o fator quadra que decide. Mas favorece, contribui, com certeza. Principalmente para nós, que somos uma equipe mais jovem. Mas não é fator decisivo. Não é falar assim: ‘vamos jogar em casa e vamos ganhar’”, avisa.
Guerrinha lembra que a equipe está desgastada. “Para todas as equipes está tendo a seqüência de jogos, que dá irregularidade, cansaço. Estou tendo que brigar com os jogadores no treino para que eles fiquem no clima de jogo, de tão cansados mentalmente que estão”, comenta.
O treinador entende que o equilíbrio e inteligência serão fatores decisivos em vista do desgaste das equipes. “A primeira coisa que vai definir os jogos é você estar forte mentalmente para o cansaço, para as coisas não estarem acontecendo e você ter inteligência de saber jogar individualmente naquele dia o que é bom para o time. Não é todo jogo que você vai estar jogando bem. ‘Então, hoje, o que dá para fazer? Defender? Anular o principal jogador (adversário)? Hoje, eu estou bem e saio para o jogo.’ É o Alex no último jogo (contra São José)”, compara.
Guerrinha segue com seu raciocínio. “Nós temos que ter dois ou três jogadores que estão acima da média para poder levar o jogo. Igual aqui contra o Pinheiros (no Paulista): o Fischer e o Eddy tiveram desempenho acima da média. Uns dois ou três (jogadores) estiveram na média e os outros, que fizeram um jogo de equipe, que entraram e revezaram. Se não tiver esses fatores, você não ganha jogo nem em casa”, diagnostica.
Adversário
Guerrinha também faz uma análise do adversário desta manhã, aponta Assis como uma equipe que tem ótimo desempenho longe de casa e considera que não há favoritismo no confronto. “Eles vêm de duas vitórias. Ganharam lá em Araraquara, onde não conseguimos ganhar. Ganharam o último jogo do (Campeonato) Paulista, está certo que foi em Piracicaba e jogamos em São José. Tem uma diferença de nível mas eles conseguiram ganhar lá (Piracicaba). É uma equipe que joga bem joga bem fora de casa. O time de Assis, às vezes, joga melhor fora do que em casa, por causa da pressão da torcida. Então, a gente vai ter uma dificuldade, não existe favoritismo, vamos ter que trabalhar muito focados”, conclui.