08 de julho de 2026
Geral

Cidade comporta novos cursos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Ao contrário do que se pode imaginar, o surgimento de três novos cursos de direito em Bauru, num prazo de cinco anos não é encarado como um problema para a categoria. Pelo menos é assim que pensa o presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Bauru, Caio Augusto Silva dos Santos.

Na avaliação dele, o universo populacional de Bauru comporta o surgimento desses novos cursos. “Não vejo a proliferação de Faculdades de Direito como um problema. Muito pelo contrário, acho que quanto maior for o número de advogados mais evoluída será a sociedade porque mais pessoas conhecerão seus direitos e lutarão por eles”, argumenta.

Quanto ao exercício da profissão, o próprio mercado de trabalho fará o selecionamento dos profissionais. “O advogado que demonstrar conhecimento nunca ficará sem serviço”, afirma Caio.

No que se refere à qualidade dos novos cursos, o presidente disse que a posição institucional da OAB é a de cobrar das faculdades qualidade no ensino. Segundo ele, há uma grande preocupação com o atual índice de reprovação do Exame de Ordem, superior a 80%. Para Caio, isso reflete uma deficiência no ensino jurídico do País.

“Nós estaríamos contentes se o número de aprovados fosse da ordem de 80%, mas como é o índice de reprovados que está nesse patamar, entendemos que muita coisa ainda precisa ser feita”, avalia. “Vamos esperar que as primeiras turmas dos novos cursos de Bauru passem pelo Exame de Ordem para fazermos uma avaliação melhor. Sem isso, qualquer análise será precipitada”, pondera.

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Liberdade x segurança

Enquanto advogados como Marcos Alves de Souza não abrem mão de trabalhar de forma autônoma por ser um esquema de trabalho que oferece mais liberdade de ação e escolha, outros, como o advogado Daniel Corrêa, preferem atuar dentro de uma empresa, de preferência dentro do setor público, onde existe segurança maior e melhor controle dos horários.

Desde que começou a carreira, Marcos sempre trabalhou de maneira autônoma e não tem a mínima vontade de mudar. A vantagem desse tipo de atuação, segundo ele, é poder escolher as causas em que vai atuar. “Empregado tem restrições na atuação. Ele não tem poder de escolha”, compara.

Marcos comenta que Bauru, por ser uma cidade de porte médio, não tem grandes empresas que, normalmente, são as que melhor remuneram os funcionários.

Mesmo sem saber quanto vai ganhar no fim do mês, ele diz que consegue manter uma média financeira que se equipara e até supera o que a iniciativa privada e pública paga para seus advogados. Como o ganho varia bastante de mês a mês, ele teve de desenvolver uma outra habilidade: saber poupar. Ele conta que tem um fundo de emergência, onde deposita metade do que ganha no mês para não ser pego de surpresa e desprevenido.