Para os apreciadores da dança árabe, o Festival Interamericano, que começou ontem no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves, é garantia de momentos de lazer e descontração. Mas para os dançarinos, a exibição vai muito além do encantamento da platéia. Para eles, a apresentação vale uma vaga na disputa mundial de dança que ocorrerá na Argentina ainda este mês. Por isso, o evento desperta o interesse de tantos bailarinos. São cerca de 250 dançarinos de vários pontos do Brasil, como Amazonas e Minas Gerais, além de profissionais da Argentina e da África do Sul.
De acordo com a dançarina Aisha Latifah, co-coordenadora do evento, o festival de Bauru é considerado o segundo maior do País, perdendo apenas para o Mercado Persa, que é realizado todos os anos, geralmente em abril, em São Paulo. O festival de Bauru está em sua 11ª edição.
Segundo Latifah, o evento em Bauru tem uma particularidade que agrada os dançarinos. Ela conta que a maioria das pessoas que comparecem aos festivais tem algum interesse na disputa. Aqui, ao contrário, os expectadores são pessoas que estão em busca de entretenimento. Como conseqüência, a resposta do público para cada apresentação é sempre calorosa, o que empolga os participantes.
Hoje, as apresentações começam a partir das 14h30 com 30 coreografias de folclore árabe, árabe espanhol e fusões nas categorias infantil e juvenil. Às 16h, o “espetáculo de gala” traz mais 24 coreografias, seguidas da finalização do concurso. Além do festival, será realizada uma feira com artigos árabes, como CDs e DVDs de músicas e espetáculos árabes, objetos de decoração, acessórios para a prática das danças, entre outros. A feira tem entrada gratuita e será realizada nos dois dias do festival, a partir das 13h.
O evento oferece também vários workshops. Hoje, Ally Haulf, de São Paulo, dará uma aula de tribal das 10h às 11h30. Depois dele, Asja Samia, da África do Sul, assume os trabalhos. Ela chegou a Bauru com idéia de mostrar uma técnica diferenciada de danças, que é a dança cigana dos Balcãs, região onde ela nasceu.
O festival é realizado pela professora Márcia Nuriah em parceria com a Confederação Interamericano de Danças (Ciad) e conta com o patrocínio do Jornal da Cidade e o apoio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).