Washington - Um bebê de 13 meses de idade que sofria de uma doença genética irreversível morreu anteontem após um acordo que encerrou uma batalha judicial entre os pais.
O Bebê RB, como ficou conhecido, sofria de uma rara doença neuromuscular, conhecida como síndrome miastênica congênita (SMC), que limita severamente a capacidade de respirar e de movimentar as extremidades. Ele permanecia conectado a um respirador artificial desde seu nascimento.
Por se tratar de um caso em processo judicial, as identidades dos pais e do bebê não foram divulgadas, mas aparentemente se trata de um casal muito jovem, de cerca de 20 anos, que se separou amistosamente.
A criança nasceu no dia 10 de outubro de 2008 com sérios problemas respiratórios, que obrigaram os médicos a conectá-la imediatamente a um respirador artificial para que seguisse com vida.
Uma vez diagnosticada a síndrome genética, a criança perdeu praticamente todo o tônus muscular e estava incapaz de movimentar os braços e as pernas, um problema sem possibilidade de reversão, segundo um porta-voz dos médicos.
A mãe do bebê, apoiada pelos médicos, queria que o respirador artificial fosse desligado, para que ele tivesse uma “morte digna e tranquila”.
No entanto, o pai da criança defendia que se ele fosse submetido a uma traqueostomia antes que uma decisão tão definitiva seja tomada.
Cristopher Cuddihee, advogado do pai da criança, confirmou que ele retirou a objeção na terça-feira passada e que o bebê morreu ontem. Nenhum outro detalhe foi fornecido pelo hospital ou familiares do casal.