A América Latina Logística (ALL), empresa que administra a linha férrea em São Paulo e outros cinco Estados, deu início nesta semana ao plano de retirada de 2,3 mil vagões imobilizados, obsoletos ou acidentados, estacionados em pátios ou à margem da ferrovia na malha paulista e Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Deste total, 1.365 unidades estão concedidas à empresa e parte poderá ser recuperada nas oficinas de Rio Claro e Sorocaba. Outras 635 unidades, pertencentes ao DNIT, serão isoladas e identificadas para que o órgão proceda com a destinação adequada dos bens. Toda a operação deverá estar concluída até 15 de janeiro (leia mais abaixo).
“O principal objetivo é separar bens operacionais dos não operacionais e dar uma destinação adequada aos ativos que são de responsabilidade da empresa, minimizando os transtornos causados à comunidade que reside próximo à malha férrea”, revela a gerente de Relações Corporativas e Patrimônio, Ivana Spir.
Os vagões não operacionais, sob administração do órgão federal, serão segregados, sinalizados e isolados em quatro pátios nas unidades de Triagem Paulista - em Bauru -, Samaritá, Aldeia e Rio Claro. Dos administrados pela ALL, parte será recuperada e transformada em vagões-plataforma, tanques e graneleiros, ou destinada a sucata, com a devida autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Os demais serão concentrados em 17 pátios e devidamente isolados.
A América Latina Logística assumiu a concessão da malha paulista em maio de 2006, passando a administrar os bens operacionais que eram da antiga Fepasa.
Os imóveis e ativos não operacionais permaneceram sob a responsabilidade da extinta RFFSA, hoje sob o comando do DNIT. Muitos vagões, mesmo que inicialmente arrendados, foram devolvidos pela antiga administradora da malha (Brasil Ferrovias), nos anos de 1999-2002.
Para movimentar e isolar estes vagões não operacionais, a ALL obteve a autorização do órgão e toda a movimentação e isolamento providenciados pela empresa serão acompanhados pela equipe técnica da Superintendência Regional do DNIT, em São Paulo e diretamente supervisionada pela Coordenação Geral de Patrimônio Ferroviário da Diretoria de Infraestrutura Ferroviária.