O Noroeste vem procurando formar um time competitivo para brigar pelo acesso à elite paulista na próxima temporada, ano do centenário alvirrubro. Até o momento, diretoria e comissão técnica vêm trabalhando e alguns reforços já chegaram ao Complexo Alfredo de Castilho. Por enquanto, a equipe ainda não fez nenhuma contratação de impacto perante à torcida, que vive a expectativa pela chegada de jogadores conhecidos e de qualidade inquestionável para comandar o Norusca em campo. Porém, o presidente Damião Garcia, que esteve no Alfredão ontem à tarde, explica que não é fácil atrair jogadores que disputam as principais séries nacionais, anseio dos torcedores noroestinos. O mandatário acredita que será difícil contar com atletas de Série A e B do Nacional.
“Sabe o que acontece: jogadores que estão na Série B e na Série A não querem disputar a Série A-2. Nós tínhamos aqui um jogador, o zagueiro Matheus, que fiz de tudo para ficar e ele não quis. Ofereci R$ 60 mil e ficar com 60% do passe dele e dar um salário alto para ele. Só para ele ficar este campeonato (Série A-2). E, quando terminasse este campeonato, como eu tenho uma boa relação com os grandes clubes, falei que eu arrumaria, no mínimo, um time da Série B para ele no Campeonato Brasileiro. Mas ele achou melhor ir embora. Mas a gente não pode ficar com um jogador que não tem vontade de ficar, senão acaba estragando o grupo. Então, você é obrigado a liberar”, pondera Damião.
O presidente ainda argumenta que trazer um nome conhecido nem sempre é garantia de sucesso em campo. Damião aposta na competência do técnico Amauri Knevitz e do coordenador Beto Souza para montar um grupo competitivo, que brigue pelo acesso e não decepcione os torcedores. “Esse negócio de Série B é muito relativo. O que precisamos formar é um time de acordo com nosso técnico e com o Beto. Um time para concorrer, pagando o salário em dia, vamos dar um prêmio bom para chegar nas finais. Vamos fazer aquilo que é possível e tenho certeza que vamos chegar lá”, projeta. O mandatário explica sua estratégia de premiação. “Vamos fazer uma força e dar um prêmio bom, um prêmio por objetivo. Vão jogar os 20 times um contra o outro e vão ficar oito. Se nós chegarmos entre esses oito, já vou dar um prêmio bom. Depois, se subir, vou dar outro prêmio”, revela.
Damião reitera sua confiança em Knevitz e Souza na montagem e preparação da equipe. “As contratações estão dependendo do Beto (Souza) e do técnico (Amauri Knevitz). Estou me baseando nisso, porque o técnico é que tem que ter a responsabilidade. Se eu montar um time, eu preciso ser o técnico. Aí vou chamar a responsabilidade para mim. É evidente que tenho que fazer uma avaliação, eles me consultam, falam dos jogadores, onde jogou, mas é o técnico que tem que escolher, é ele que está montando o time agora. Tem que escolher jogadores que ele conhece e é o que está sendo feito”, comenta.
Damião ainda elogia Beto e afirma que se ele estivesse em Bauru há mais tempo, a equipe estaria na primeira divisão. “O Beto é bastante competente. Se ele não fosse competente, não ficaria anos no Corinthians. Saiu do Corinthians, foi para o Guarani e ficou um ano e tanto. É um cidadão que se eu tivesse trazido no ano passado, como meu filho Beto queria, nós não tínhamos caído. É um sujeito muito organizado”, frisa.