São Paulo - A participação do Sudeste continua sendo a maior entre as regiões no Produto Interno Bruto (PIB) do País mas, entre 1995 e 2007, apresentou queda, passando de 59,1% para 56,4%. Já o Nordeste, no mesmo período, teve o maior avanço, subindo de 12,0% para 13,1%.
Os dados das Contas Regionais 2007 foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com os órgãos estaduais de estatística e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
São Paulo teve o maior impacto na redução no Sudeste, com diminuição de 3,4 pontos percentuais nesse intervalo. A economia paulista perdeu participação na indústria geral e em serviços, mas ganhou na agropecuária. A indústria de transformação do Estado registrou a maior perda entre as 27 unidades da federação, com as transferências de alguns setores para outros locais, impulsionados pelos incentivos fiscais.
No Rio de Janeiro, houve avanço entre 1997 e 2000, quando a participação do Estado chegou 11,9% do PIB nacional, mas, em 2007, retornou à mesma participação de 1995 (11,2%). Minas Gerais (0,4 pontos percentuais) e Espírito Santo (0,3 pp) ampliaram a fatia.
Em 2007, nove Estados, representando 54% do PIB brasileiro, cresceram acima da média (6,1%), e o do Mato Grosso teve a maior alta (11,3%). O Distrito Federal continua com o maior PIB per capita: R$ 40.696.
Na análise por regiões, as economias do Norte e do Nordeste cresceram, respectivamente, 3,8% e 4,8%, ficando abaixo da variação real do PIB do País (6,1%). Sul, Sudeste e Centro-Oeste ficaram acima da média, com destaque para essa última (6,8%).
Desde 1995, oito Estados (SP, RJ, MG, RS, PR, BA, SC e DF) mantém a liderança na participação no PIB do país e, em 2007, concentravam 78,7% da economia - eram 81,5% em 1995. Nesse período, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal perderam participação.